William Barbio

2o tempo do jogo de sábado, contra o Atlético Goianiense. Depois de tirar Marquinho para por Aranda, sandice que acabou dando resultado,  Adilson Batista resolveu sacar o garoto Yago, que ia muito bem no jogo para colocar William Barbio.

Ninguém na torcida aguenta mais William Barbio em campo. Mal fisica, tecnica e psicologicamente, Barbio é completamente improdutivo, e mata o time ao entrar em campo, pois se perde em suas próprias pernas sem conseguir dar prosseguimento a qualquer jogada.

A pergunta é: Adilson não vê isso ou é obrigado a não ver?

Anos atrás, os jogadores eram presos a seus clubes por um instrumento legal chamado passe. Depois da chamada Lei Pelé, os jogadores se tornaram “livres” do grilhão do passe. Os jogadores tornaram-se, então, livres para trocar de clube. Entre aspas.

Na prática, empobreceu-se os clubes, tirando deles o único “bem” renovável: o passe de um jogador. E, efeito colateral pior, surgiu a figura do empresário, pessoa física ou jurídica. Esta entidade ocupou o lugar dos clubes e passou a ser proprietária de jogadores de futebol. Hoje em dia, qualquer um, desde que licenciado pela FIFA, se torna empresário de futebol e pode passar a investir e amealhar fortunas com o negócio futebol. Essa situação facilita a ocorrência de trapalhadas como a venda de Neymar, que virou escândalo nacional na Espanha. Um mercado já obscuro como o futebol se tornou então, amparado na lei, ainda mais opaco.

Quem escala o jogador? Qual a reação de um empresário ao ver o seu perna de pau desaparecido da mídia, sentado no banco?  Solapar o trabalho do técnico? Ligar para o presidente do clube?

Quanto do que vemos hoje em dia é mesmo esporte? Os times são vitrines de aluguel. Os jogadores pertencem a empresários. Os clubes dependem da emissora de televisão, que atua como banco, emprestando dinheiro a custa de cada vez mais dependência financeira e operacional dos clubes. Essa mesma emissora cria privilégios a seus clubes prediletos, dando – direito dela, diga-se de passagem – muito mais verba a estes em detrimento dos outros, desequilibrando cada vez mais o já combalido mercado.

A virada é individual e tem de começar pela independência dentro de campo. Jogadores do clube, imbuídos de um espírito do clube, remunerados, satisfeitos e orgulhosos de estarem ali. Sem isso, conseguiremos um brilharete aqui e ali, mas nunca sairemos da merda em que estamos. E isso, feliz ou infelizmente, vale para todos os clubes. Inclusive os queridinhos da poderosa.

abracos

Zeh