Você não vai ler estas manchetes em nenhum lugar…

 

vasco goleiafla não vence

Você não vai ler estas manchetes em nenhum respeitável veículo de comunicação do Brasil.

Ela são praticamente proibidas. Ou “se quiser, posso retirar”.

Assim como você quase não leu nada sobre o ladrilheiro de 1981.

O jogo que não acabou no Serra Dourada naquele mesmo ano, especial demais, cheio de livros sobre a época, mas… nenhuma notícia a respeito.

As papeletas amarelas de 1986.

Copa União?

Não é exclusividade sua, amigo(a) vascaíno(a). Os torcedores do Fluminense também não puderam ler nada sobre a garfada da final de 1991.

Já os alvinegros foram reduzidos ao chororô em 2007 quando Dodô foi logrado e, aí sim, não faltaram manchetes generosas para ridicularizar o time de General Severiano.

Ano passado, 2014, roubado era mais gostoso.

Gol de metro que não valeu, impedimento no último segundo que decidiu o campeonato.

Neste ano, 2015, luta contra a corrupção.

Ano passado, Seu Rubinho minimizou a tunga. Era “coisa de jogo”. Neste 2015, virou “muy amigo”.

Eurico Miranda é uma personalidade complexa a ser definida. Ame-o ou deixe-o. Se nem os vascaínos têm unanimidade sobre o presidente, o que dizer dos adversários. Fale-se o que for falado, uma coisa é certa: nada tem de samaritano e não é o diabo de charuto que a imprensa pinta, naturalmente pensando num contraponto aos bonzinhos da Gávea.

A kind of blue… sobre isso, seria curioso ouvir a palavra do Dr. Carlos Lessa.

Chegou o final do Carioca. Os quatro gigantes na disputa.

Para o Vasco, sobrou o Flamengo, autoproclamado mais querido (Salutaris, 1927) e que, por ser uma força da natureza, conta com a total simpatia dos estúdios e das redações. Qualquer erro de arbitragem que possa beneficiar o Vasco nestas semifinais será tratado como “o triunfo do mal contra o bem”.

E ano passado? Ah, já passou, era outra coisa. Não dava para o árbitro enxergar…

Preparem-se para um show de chavões manipulados: “Vice de novo”, “morre na praia”, “a escrita”. Como se sabe, a ferradura que os jornalistas cravaram em São Januário é a de eterno segundo colocado, porque levam em consideração os diversos vice-campeonatos desde 1978 contra o rival bicolor.

É inevitável fazer uma pergunta: como foi a história da Cruz de Malta contra a Gávea entre 1923 e 1977 mesmo?

Você não vai ler isso em nenhum respeitável veículo de comunicação do Brasil.

@pauloandel