A vitória começa em cada um de nós

Tá todo mundo de saco cheio de perder pro Flamengo. Justas ou injustas, roubadas ou não, são derrotas. E tá na hora de mudar isso. Como já mudamos com o Fluminense, por exemplo. A vitória começa em cada um de nós.

Nos anos 80, éramos saco de pancada das Laranjeiras. Cansamos de jogar melhor, mas no final, os “timinhos” deles davam um jeito de bater no Vasco. O que mudou? A cuca. A forma como encaramos a coisa. Perdemos o medo. Não o respeito. Com isso, vieram uma, duas, três vitórias e a nuvem preta que se postava em cima do Maracanã mudou de lado. Os tricolores hoje tem horror de ver o Vasco do outro lado. Da mesma forma que o Flamengo com a gente hoje.

E como mudar isso? Mudando o espírito de cada um de nós, esteja ou não presente no Maracanã. Hoje, a maioria dos Vascaínos assiste a um jogo contra o urubu já esperando a cagada que vai acontecer. E ai, quando acontece, o cara dá aquela bufada e diz: Ah, era isso. Tudo de novo.

Com o seu (sim, seu, meu, de cada vascaíno) pensamento negativo de que a qualquer minuto vai dar merda, a gente reforça a possibilidade de que, em campo aconteça o que se está esperando. Por favor, eu não estou aqui dizendo que o Martin Silva jogou a bola na poça d’água por causa de pensamento negativo. Mas que ao cometer o erro, coisa que aconteceu em vários Vasco X Flamengo pra ambos os lados, a torcida esmorece. Enquanto do outro lado, tomar um gol, a “nação” berra mengo, a torcida do Vasco fica ressabiada. E o problema não está na torcida como fenômeno coletivo. Tá na falta de fé de cada um, dos medos assimilados por cada torcedor, indivíduo.

É claro que o Fluminense, exemplo da mudança que citei acima, não tinha do seu lado o grande poder da mídia massificando os conceitos de “vice”, “maior do mundo” etc. O time de hoje do Flamengo é tão ruim, se não pior, que qualquer outro time do Rio de Janeiro. Mas é tido como o melhor elenco do Rio. Aonde?

Exemplo do poder desta mídia: Neste meio de semana, a grande maioria dos “meus flamenguistas” repetiram o mantra de que a Taça Guanabara, ganha pelo Botafogo, não valia nada. Certamente não sabiam – e aposto que você, leitor, não sabe – que a premiação pela conquista era de um milhão de reais, grana altíssima que a Gávea deixou escorrer por entre os dedos. Se essa informação fosse veiculada, a perda do título tomaria tons de catástrofe. O que na verdade, foi.

Então, finalizando, aconteça o que acontecer hoje, lembre-se de manter a altivez, acreditar que podemos e que não há absolutamente nada de sobrenatural a nos impedir de grandes conquistas.

Elvis, como vimos 4a feira, não morreu. Santo André que nos proteja. Amém!