Vencemos, e isso é o que importa.

Confesso: quando soube que o Nenê seria barrado, fiquei preocupado e não concordei. Como assim a nossa referência iria para o banco? Meu caso talvez seja ainda contundente, pois encontrava-me fora do Brasil desde meados de abril, quando ainda rolava o Campeonato Carioca, e ainda tinha aquela imagem de que o Vasco atual é Nenê e mais dez.

Mas devo dar o braço a torcer. Pelo menos no jogo de hoje, a decisão foi acertada. A aposta na garotada deu certo. Nem tanto pela vitória em si, mas pela forma como jogamos. Propomos o jogo. Criamos muitas oportunidades e não fosse uma atuação espetacular do goleiro baiano, como certeza teríamos uma vitória mais elástica.

Gostei da estreia do zagueiro Paulão. Outro do qual também tive certa desconfiança, mas no jogo de hoje foi bem. Simplificou as coisas, não teve pudor de jogar a bola para fora quando as coisas apertaram e já mostrou liderança nas broncas que andou dando nos companheiros nas falhas cometidas.

A sorte também nos sorriu quando Jean, ao tentar consertar uma bola mal atrasada (se não me engano, pelo garoto Matheus), fez uma falta desclassificante e deveria ter sido expulso. Também não entendi a sua manutenção no segundo tempo quando visivelmente não tinha mais condições físicas e já estava pendurado por um cartão amarelo.

Mas vamos com calma. Vencemos um Bahia muito mais preocupara com a decisão da Copa do Nordeste. Não que isso diminua a nossa vitória, afinal diante da situação, fizemos o que deveríamos fazer: propomos o jogo e vencemos como deveria ser.

Mas o Campeonato Brasileiro é longo e hoje demos o primeiro passo.

Sigo com a minha meta: faltam 43 pontos.

Se a garotada foi bem, vale dizer que nosso atacante veterano, que hoje atingiu à marca impressionante dos 400 gols, foi o destaque nos gols, com um passe excepcional para o primeiro gol e marcando ele próprio, o seu gol.

Parece-me que finalmente parte da oposição fechou um nome para concorrer na eleição de novembro. O médico Alexandre Campello deve ser confirmado. O conheço pessoalmente – ele operou os dois joelhos da minha mãe, e sempre me pareceu um profissional exemplar.

Conhece o Vasco e, a princípio, me parece uma boa opção. Mas vamos ver suas propostas.

E claro, conhecer os demais candidatos. A situação não está parada. Utilizam até uma velha tática de se mostrarem divididos com intuito único de dividir os votos.

Amigos, desculpem-me pela ausência prolongada, mas estava viajando de férias desde abril. Aos poucos volto a escrever por aqui.