Vencemos a primeira batalha.

Num jogo em que qualquer um poderia ter saído vencedor, tal a quantidade de gols perdidos, no apagar das luzes conseguimos marcar o nosso e reverter a vantagem. Agora, nós é que jogaremos com a vantagem de empate.

O Botafogo começou a mil por hora, talvez tentando reproduzir o primeiro tempo que fez contra o Flu no segundo jogo da semifinal, mas logo o Vasco tomou as rédeas da partida.

Julio dos Santos perdeu um gol que me deu saudades da época de Dinamite, Romário ou Edmundo. Não se pode perder um gol desses numa final.

Dagoberto quase fez um chamado golaço ao aplicar um lençol do carrapato do Giaretta e emendar sem deixar a bola cair no chão. Outras chances em chutes de Julio dos Santos de fora da área e do Marcinho de dentro da hora depois de um cruzamento excelente do Madson.

Começa o segundo tempo e o Botafogo vem melhor. Perde um gol atrás do outro e mais uma vez nosso goleiro aparece bem. Contamos também com a sorte e a ajuda do travessão.

Doriva efetua alterações para tentar recuperar o protagonismo das ações, colocando Bernardo e Rafael Silva em campo, no lugar dos cansados Dagoberto e Marcinho. Uma fugaz melhora e logo voltamos a sentir a pressão.

Aí ele parte para a terceira alteração que a meu ver foi errada: tira o Julio dos Santos e coloca o Thales. Nesse momento eu já torcia para o jogo terminar em empate mesmo e que tudo se resolvesse no próximo jogo.

Quando o meu desejo estava prestes a ser atendido, eis que numa falta mal cobrada pelo Bernardo, a bola sobra caprichosamente para o Rafael Silva empurrar para as redes!

Revertemos a vantagem, mas é bom lembrar dos sufocos que passamos no jogo de hoje. Muito pé no chão, muita concentração e uma dose cavalar de vontade para no próximo domingo finalmente podermos gritar algo que está preso em nossa garganta há muito tempo.

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Por conta da amizade que tenho com o humorista Antônio Tabet (o Kibe Louco), consegui ver o jogo de um camarote no Maracanã.

Ótimo o conforto e a vista do campo que se tem no camarote, o estacionamento grátis no próprio estádio e os comes e bebes oferecidos. Mas sentou-se  na poltrona atrás de mim um botafoguense para lá de chato!

O jogo inteiro aguentei calado os seus impropérios e as bobagens que falou.

No fim, depois de explodir de alegria com o gol, lembro-me dele e penso: “agora eu me vingo!”.

Viro-me para ele e… Ele sumiu!!!

Também, quem se importa? Esteja onde estiver esse sujeito beócio, que ele engula a enormidade de bobagens que falou e aprenda a respeitar um clube que é, sob qualquer aspecto que se considere, muito maior que o dele.