Vasco da Gama 1 x 1 Botafogo, 29/03/2015

E o Vascaíno se pergunta: Quem vai entregar o jogo dessa vez?

Semana passada, Martin Silva e Guiñazu, dois dos principais jogadores do time, liquidaram o Vasco contra o Flamengo. Hoje foi a vez de Jordi. Promessa do Vasco, goleiro de seleções brasileiras de base, comprometeu a atuação do time. Em certo momento do segundo tempo pareceu em pânico quando errou de forma patética o chutão que resolveu dar em bola recuada. Todas as bolas cruzadas na área do Vasco foram um Deus-nos-acuda. Todas. O gol, num córner cuja bola cai no segundo pau, praticamente no bico da pequena área, o pega na famosa terra de ninguém. Nem está dentro do gol – de onde defenderia facilmente a cabeçada fraquíssima que o encobriu, nem cortou o cruzamento, o que faria com facilidade tal sua altura. Acontece que já havia errado tanto no primeiro tempo, tomando bola na trave e socando bola pra entrada da área, que hesitou. Mais uma vez. Estava no meio do caminho. (Mais) Dois pontos jogados no lixo.

Madson teve uma atuação espetacular. Aos 45 do segundo tempo corria como se o jogo estivesse começando. Melhor em campo disparado. A defesa interior segue bem. Julio dos Santos é o que se salva na aridez do meio de campo do Vasco. Ainda que tenha perdido a bola que resultou no gol do Botafogo. Gilberto é outro enorme acerto. Raçudo, atento, corajoso. Sabe finalizar. Está passando da hora de Lucas ter uma vaga no lugar de Serginho.

Sem Dagoberto, Marcinho, Bernardo e Montoya (não que se esse estivesse disponível faria alguma diferença), o Vasco não tinha ninguém para jogar no meio campo com Julio dos Santos. John Cley foi substituído por Lorran, tal o vazio no banco de Doriva. Foi sua tentativa de botar alguém um pouco mais ofensivo. Não funcionou. Foi uma tentativa louvável.

Mas o pior de tudo o que o Vasco mostrou em campo se resume em Thalles tropeçando nos dois eles de seu nome. Mergulhado em sua empáfia, entra em campo fazendo cara de mau e acreditando que vai resolver tudo sozinho. Nem quando estava em forma, antes da terrível ida para a seleção, resolvia. É uma peça nula. Estraga sucessivos ataques. E no rosto, aquele ar indisfarçável de superioridade, de quem se acha craque.

Alguém precisa conversar com esse rapaz. Já vimos esse filme centenas de vezes. E o final é conhecido. O ostracismo. Ainda dá tempo de corrigir.

Com este, o meu saco já explodiu. Com Montoya idem. Com Bernardo também.

Doriva, por favor, contunda Thalles. Avise a imprensa que ele teve um estiramento de grau 3 no orgulho e que por isso precisará ficar fora dos campos por uns quatro ou cinco jogos. Ninguém aguenta mais.

Por último: Prezado leitor, não venha me dizer que a culpa é do técnico. O time tem mostrado sim um padrão de jogo definido, tem jogado arrumadinho dentro das possibilidades do que o cara tem em mãos. Com o que Doriva tinha hoje em termos de opções ofensivas, fizemos milagre.

Não dá pra colocar na conta do técnico a atuação do nosso goleiro.

abraços,

Zeh