Vasco x Botafogo

Sempre amei jogos aos sábados. A ida ao Maracanã não tinha aquela associação quase que imediata com o fim do final de semana. Entrar em casa ouvindo a música do fantástico, a marcha fúnebre que sepultava o domingo. Não! O jogo termina e ainda temos a noite de sábado e todo o domingo para aproveitar e descansar.

Lembro de um Vasco x América numa tarde de sábado, num sol inclemente, em que Mauricinho acabou com o (bom) lateral esquerdo Paulo César, que depois de ser driblado de todas as formas, perdeu a paciência, deu um pau no ponta, foi expulso, e acabou de vez com o time. 3 a 0. Bons tempos…

Melhor do que jogos aos sábados, só um Vasco x Botafogo. Dentre várias lembranças, a de um jogo contra o Botafogo que quebraria o jejum de 21 anos sem títulos. O Vasco foi massacrado por 90 minutos e a bola não entrou. Quase no fim do jogo, Josimar pegou uma bola ainda no campo de defesa, deu a volta em seu marcador e partiu pra dentro do Vasco. A bola é rolada para o meio e Paulinho Criciúma devolve nas costas da defesa para o mesmo Josimar, entrando na corrida, sozinho. Acácio, monstro, sai pra abafar. Josimar chega antes, toca à direita do goleiro e sai pra comemorar. A torcida do Botafogo também comemora. A bola sai raspando a trave. Uns três ou quatro jogadores do Botafogo se jogam no chão, não acreditando no gol perdido. Estariam jogando até hoje e continuaria zero a zero. Ou perdendo…

A melhor lembrança é a de uma tarde de palestras na Uerj. Ir ao jogo ou seguir assistindo o evento? O maior nome iria falar exatamente na hora do jogo. Decidi por ir. Foi o famoso 7 a 0, maior goleada em clássicos da história do Maracanã. O Vasco abriu o placar com menos de um minuto, pra minha irritação. Tem coisa pior do que abrir o placar cedo pra se entrincheirar o resto do jogo e tomar gol no finalzinho, jogando pontos fora? Cansei de ver o Vasco fazer isso. Felizmente não naquele dia. Ainda assim, sai do Maraca furioso com Paulo Miranda, sempre com suas meias arriadas. Último lance do jogo, corner para o Botafogo. A defesa rebate a bola, que cai em seus pés. Na frente, Romário e (se não me engano) Viola abrem um de cada lado correndo sozinhos, com um único beque desesperado correndo de costas tentando evitar o oitavo gol. Paulo Miranda resolve fazer o lançamento… no pé do beque. Foi o zagueiro dominar a bola e o juiz encerrar o jogo. Sai enfurecido. Bons tempos…

Espero uma vitória hoje contra nosso freguês eterno.

Eleições? Daqui a pouco.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *