Vasco, bicampeão invicto

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Numa final, a vantagem do empate conta muito. No entanto, ela não é garantia de título. É o que se pode dizer dessa decisão entre Vasco e Botafogo há pouco no Maracanã lotado para os padrões atuais, o que significa algum alívio.

Muita briga, disputa e cartões no primeiro tempo, onde o Botafogo esteve ligeiramente melhor até por finalizar mais – e tendo a grande chance numa bela finalização de fora da área, bem defendida por Martín Silva. O Alvinegro tinha mais cancha com sua jovem equipe – e também precisava buscar o jogo -, o Vasco tinha mais pulmões na arquibancada – incentivo o tempo inteiro. Do outro lado, Jefferson trabalhou menos.

Na volta, minutos e golaços em dez minutos. Primeiro o Botafogo fez o seu, numa bela cabeçada e a falha de Rafael Vaz na marcação. Como o futebol tem seus sestros e dolências, o próprio Vaz acertou um tiro de cabeça no ângulo direito de Jefferson para igualar tudo. O Botafogo não amoleceu – e assustou num chute rente à trave esquerda de Martín -, continuou atacando firme, o Vasco mostrou força na defesa e atacou também. Uma final aguerrida, disputada e que, se não foi marcada pela alta qualidade técnica, valeu pela disputa de dois gigantes. O empate acabou justo e a taça em São Januário também.

Ok, os mais críticos – com razão – dirão que vai ser preciso reforçar e renovar o time para a série B já na semana que vem. Tem Copa do Brasil na próxima quarta-feira. Mas hoje é dia de alegria e de orgulho dos cruz-maltinos com seu time bicampeão e com a quinta maior invencibilidade da história do clube, além de uma conquista invicta que tinha acontecido pela última vez em 1992. E tome festa na Colina imortal! Comemore, vascaíno! O Maracanã, mesmo não sendo mais aquele, esteve bonito demais.

@pauloandel