Vasco 4 x 1 Madureira

Debaixo daquele calorão incessante que só a Globo sabe impor a torcedores, jogadores e demais envolvidos – por causa do maldito Faustão -, o jogo começou bom para o Vasco, que logo marcou seu gol com Riascos. Um barato a alegria do equatoriano na comemoração. Só que o Madureira não se fez de rogado e empatou, na velha bobeada da defesa na bola parada.

Depois, certo equilíbrio. O Vasco melhor na frente mas com dificuldades na conclusão. O Carrossel Suburbano, vestido de Barcelona, só saía na boa, mas sem ameaçar Martín. Boa partida do Matheus Pet.

No final do primeiro tempo, uma boa chance na falta desperdiçada por Nenê e um cruzamento em seguida.

A solitária imagem de Eurico sentado em sua poltrona oficial e acompanhando seu time de coração.

Na volta do intervalo saiu o Pet, entrou o Pikachu (é assim mesmo?), aconteceu o gol do Andrezinho, meio de ombro, meio do jeito que deu e pronto: vantagem novamente restabelecida. E não houve mais nenhuma grande ameaça ao Vasco até o fim do jogo. Jorge Henrique cortou a testa, colocou a touquinha e lembrou inevitavelmente os jogadores dos anos 1920 e 1930, pois.

O destaque foi Nenê. Quase fez um golaço olímpico – a bola bateu na trave – e cobrou o pênalti com a categoria vintage – daquele futebol que aprendemos a amar. Depois, deu o ótimo passe para Eder Luiz servir Riascos e finalizar 4 a 1. Acabou com o jogo. Onde demoraram tanto a repatriar este rapaz?

São Januário com seu cheiro de grande história. Em pé, de camiseta branca, Amâncio Cézar era uma risada só – ele, que além de benemérito do clube é uma das legendas do magistério carioca.

O campeonato começou. Na verdade, todos queríamos tudo melhor e diferente mas, na impossibilidade, navegar é preciso. Time com um só reserva, gramados esburacados, o caos. Perto do geral, este Vasco versus Madureira foi um paraíso, ainda que debaixo de quarenta graus. Diversão, belos gols e esperanças.

@pauloandel