Vasco 2 x 1 Resende

A mente de Cristovão Borges é um completo mistério. O Vasco que entrou contra o Resende foi praticamente o mesmo do jogo contra o Bangu, com a troca de Julio dos Santos por Bruno Gallo. Porém, a forma de atuar é completamente distinta. Quarenta e cinco minutos de bola cruzadas na área do Rezende, cuja equipe é mais forte fisicamente do que a do Vasco. Escudero atuando por dentro, quase como um meia-esquerda.

Os resultados foram previsíveis, logo no comecinho do jogo.

Mais contra ataques. Os dois primeiros resultaram em dois gols perdidos pelo Resende. No terceiro deles, aos 11 minutos, Evander, que deveria proteger a zaga, desistiu da marcação e assistiu o passe longo na ponta direita. O cruzamento veio na cabeça do atacante do Resende e dele para dentro do gol do Vasco. Culpa-se a zaga, mas ela segue exposta. A marcação da cabeça de área inexiste.

Voltamos para o segundo tempo com Jean, recém chegado, em campo no lugar do inútil Evander (juventude não significa fibra) e Rafael Marques no lugar de Rodrigo, contundido. Com menos de cinco minutos, uma única boa jogada de fundo e um cruzamento rasteiro de Pikachu colocou Escudero e a bola dentro do gol, com toda a tranquilidade.

Parecia que o quadro iria mudar, mas… o time parou novamente e os contra ataques voltaram. Após a parada técnica, Cristovão foi forçado a tirar Alan, contundido (segundo lateral-esquerdo contundido em três jogos) e colocar Muriqui, puxando Escudero para a lateral.

Minutos intermináveis de bizarrices e o Resende marcando melhor. Parecia que amargaríamos um empate até que, já quase aos 40,  Muriqui se deslocou para a ponta direita – o que se espera dele – e fez um cruzamento perfeito para Thalles que, pasmem, estava bem colocado e acertou um tiro no fundo das redes, fechando o placar da noite e nos garantindo três pontos sofridos.

Foi uma atuação muito ruim. Até Nenê encheu o saco com tentativas infrutíferas de jogadas de efeito. Bateu uma falta na trave. E só.

Teremos grandes emoções no meio da semana. Jogaremos em Natal contra o Santos, do Amapá, a estréia da Copa do Brasil. Mudou-se a regra da competição e, nesta fase, a definição é em jogo único com, pasmem, o empate classificando o time visitante.  No entanto, uma derrota significa o adeus. Na atual conjuntura, é um jogo para sustos.

Cristovão não pode continuar ali. Eurico tampouco.