Vasco – 185 minutos de tensão

Exausto depois de assistir a 185 minutos tensos de futebol.

Joinville x Vasco teria sido uma excelente diversão se o pressionado não fosse o Vasco. A (desnecessária) pressão do Joinville não teria acontecido se não fossem dois lances seguidos de displicência de Diguinho. Apesar de fazer outra excelente partida, quase pôs todo o esforço do time a perder com um calcanhar inaceitável no meio de campo e um passe nas costas de Serginho, que saía pro ataque.  Este lance originou o gol, numa falha pavorosa de Martin Silva, que fazia um partidaço. Resultaram dai quase vinte minutos de barata-voa. Confesso que tive medo da falta que Marcelinho bateria. Um empate seria um castigo fatal e nada merecido.

Depois dos primeiros 90 minutos de tensão, testemunhar Flu x Avai foi desafio para fortes. Uma pelada horrorosa e soporífera. O resultado final ajudou.

Por último, os cinco minutos finais de Coritiba x Santos. Um bombardeio. Uma chuva de gols perdidos. Bola na trave. Não era pra ser.

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Vencemos a batalha que tínhamos de vencer. Fomos ajudados por todos os adversários, exceto o Coritiba – o único, aliás, com o qual temos confronto direto.

Na atual conjuntura, não nos resta (já não restava) alternativa senão ganhar os dois jogos que nos faltam. Em apenas uma das últimas N rodadas os adversários todos ganharam. Isso quer dizer que eles perderão pontos nas duas últimas rodadas? Não dá pra saber. Mas, cá entre nós, pouco interessa no atual momento. O que interessa é ganhar os dois jogos. Fazendo isso, nos damos a chance de sonhar.

Então, o foco é este. Vencer e torcer para que o universo conspire a favor.

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De novo: saiamos ou não do cadafalso, parabéns ao time. Já conseguiram o impensável. O rebaixado por antecipação calou a imprensa e fez, neste segundo turno, campanha de campeão. Não fosse o agosto patrocinado por nosso grande líder e Celso Roth, e já estaríamos de férias. Tomara que a torcida saiba reconhecer e separar o time – que honra a camisa do Vasco – dos responsáveis que nos colocaram onde estamos. Exatamente como no ano passado, quando o Maracanã vaiou a plenos pulmões após o fim do jogo que nos trouxe de volta à 1a divisão.

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Ainda do jogo de ontem, fomos salvos, quem diria, por Aislan, que incrivelmente teve presença de espírito para colocar um pé salvador na frente do chute de Marcelinho Paraíba. Aquele chute nos jogaria na segunda divisão. Falha de Martin Silva? Claro! Mas a responsabilidade seria toda de Diguinho.

Como disse o Kiko aqui, semanas atrás: o pulso ainda pulsa. Vem ai mais 90 minutos de sofrimento. Tenham em mãos seu isordil.

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Por último: a manchete “Vasco pode ser novamente rebaixado em Joinville” não se concretizou. Para infelicidade dos urubus sedentos pela nossa carniça. Falando nisso, vocês sabiam que o co-irmão não vence há nove jogos? Não, né? Pois é…

abraços

Zeh