Vasco 1 x 0 Flamengo

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Desci às quatro da tarde, dei uma espiada nos bares para ver se os torcedores estavam animados. Ninguém. Nem no Bar das Quengas, tradicional reduto flamenguista no centro da cidade.

Vamos à tevê. Primeiro tempo de muito equilíbrio debaixo de um caloralho. Pegado, marcado, dificultado pelo sol. O Vasco com maior volume de jogo mas falhando na hora da infiltração, do penúltimo toque. Mesmo com todas as adversidades, clássico é clássico. O Flamengo só assustou no fim, com um chute da Odalisca. Martín estava na bola, passou por cima. Andrezinho fez uma jogadaça. E perigo no bate-cabeça entre Rodrigo e Guerrero. Empate justo.

Segunda etapa, o Vasco partiu para cima e imprensou o adversário em sua defesa, até conseguir uma falta perigosa na meia-lua. Nenê acertou um balaço no travessão. Merecia o gol, não deu. Mais um ou dois ataques, o Flamengo se defendendo como podia. Depois respondeu com Arão, num chute de frente, mais um de Mancuello numa cobrança de falta.

A esperança de abrir o jogo pelas extremas ficou nos pés de Eder Luís, saindo Jorge Henrique. Veio parada técnica e, a seguir, a cobrança de falta do Flamengo que não deu em nada. Eder deu a primeira arrancada pela esquerda, levou a bordoada de Wallace Carniça e este recebeu o tradicional cartão amarelo. Para equilibrar a velocidade, eles colocaram Everton. Em resposta, Thalles versus Riascos. Mexidas previsíveis. A necessária foi a de Rafael Vaz em lugar do contundido Jomar, justamente a decisiva.

Pênalti do Juan no Thalles. Segue o jogo. Escanteio pela esquerda aos 36 e quase gol em duas chances, no corte de Paulo Victor e na escapada de Julio Dos Santos. E quase Nenê marca aos 40, em bom chute defendido pelo goleiro flamenguista. Botando na balança, o jogo foi mais do Vasco. A justiça veio em cima da pinta: gol de Rafael Vaz aos 45, aproveitando a sobra na área e batendo seco, forte, rasteiro. A turma é da fuzarca!

Sobre o banheiro? Foi em São Januário e seria em qualquer lugar. Em 1999, houve um Fla-Flu amistoso para reabrir o Maracanã. Banheiros reformados, pintados. A Gávea venceu por 5 a 3. Na saída, tinha gente na rampa carregando pia e vaso sanitário. No dia seguinte, os jornais atestaram: um dos lados da arquibancada teve seus banheiros mutilados enquanto o outro permaneceu intacto. Adivinhem qual foi? Os séculos passam, mas certas coisas nunca mudam.

Parabéns ao pessoal da campanha pela salvação do Pedro Ernesto, patrimônio da cidade em injustificável estado de decomposição. #UerjResiste

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@pauloandel