Vamos cair. Ou não.

Segue o tiroteio nas redes sociais Vascaínas. Uns acreditam, outros jogaram a toalha. Uns xingam a diretoria, outros as arbitragens. Outros a ambos. Cansa.

Vamos tentar botar alguma ordem nessa baderna:

1 – Reação do Vasco:

Com um mínimo de treino, duas contratações felizes (Bruno Gallo e Nenê), duas mexidas fundamentais (saídas de Guiñazu e, principalmente, Cristianno), o Vasco voltou a ser o que é: um time comum, na média do campeonato inteiro, lotado de times ruins e mé(r)dios. Suficiente para jogar de igual para igual com praticamente qualquer adversário. Corinthians e Atlético Mineiro são os que se salvam da ruindade geral que campeia. Estamos em último porque tivemos um desempenho completamente inaceitável por um mês e meio. Estamos agora pagando esse preço. Que pode ser altíssimo.

2 – Diretoria do Vasco

O mês e meio citados no item acima podem vir a ser decisivos para o rebaixamento, e são de inteira responsabilidade da diretoria. O Vasco parecia aquele paciente que apresenta sintomas de apendicite em casa e que vai se deitar e tomar um chazinho. Muitas horas depois, quando já está nas últimas, rebocam o indivíduo pro hospital pra tentar salvar. As vezes dá tempo. Às vezes não.

Continuando com o paralelo, o paciente pode cair na mão de um médico despreparado, que não fará o diagnóstico correto e o mandará de volta pra casa a base de novalgina. O paciente vai morrer. Uns culparão o médico. Mas o verdadeiro culpado é quem não interveio em tempo hábil, quando a crise era muito menor.

3 – Arbitragem

O médico do exemplo acima é a arbitragem do campeonato. A falta de Ganso em Gallo (coisa ridícula), cometida na cara do juiz, e decisiva e inaceitável – assim como o pênalti descarado no qual um jogador do São Paulo corta a cabeçada de Julio dos Santos em um corner. Faltou coragem e ou vontade a sua excelência para marcar o pênalti. O empate – irregular por causa desses errinhos – no entanto, não pode ser creditado ao árbitro. Tivesse aproveitado metade das milhares de oportunidades prdidas no segundo tempo, o Vasco não daria hancesao azar. Ou à arbitragem. Portanto, como no exemplo do médico, jogar só no árbitro a culpa pela perda dos dois pontos é tentar jogar para outros as responsabilidades.

Resumindo esta baderna, com um ditao bem português:

“Quem dobrar o Cabo Não ou voltará ou não.”

Aguardemos os próximos capítulos.

abraços

Zeh