Vamos ajudar a nossa sorte?

Não. Esse time não merece o mínimo de consideração. Apático, sem vibração, nitidamente aguardando as tão sonhadas férias para cuidarem de suas vidas em outros clubes por aí. Salvo um ou outro, essa é a tônica do time que atualmente enverga a nossa gloriosa camisa.

Parece-me que no momento em que eles notaram que ser “campeão da série B” (assim entre aspas mesmo, porque esse título eu não faço questão…) seria uma tarefa praticamente impossível, passaram a jogar por obrigação, para cumprir tabela. Não duvido nada que a metade desse elenco cujos contratos terminam no fim do ano, já esteja conversando com seus empresários para arrumar um lugarzinho em 2015.

Por mim, salvava o goleiro Martin Silva e o volante Guiñazu, além da garotada da base. O resto? Podiam sair hoje mesmo. E de preferência, pela porta dos fundos de São Januário.

Mas e o clube? Como fica? Sim, pois ainda estamos na série B, lembram? Salvo haja uma revolução e todas essas “barangas” sejam barradas, são eles que nos conduzirão de volta à elite do futebol brasileiro.

Acho que voltaremos à série A nas próximas duas rodadas. Não por nossa competência. Não pelo brio de nossos atuais jogadores. Não por alguma revolução técnica de nosso treinador. Mas sim por uma dose cavalar de sorte nossa e de incompetência dos concorrentes diretos. Nas últimas rodadas, disputados 18 pontos, conseguimos apenas 5. Um desempenho ridículo de 28% e ainda assim nos mantemos em terceiro lugar, numa posição relativamente confortável para a classificação à primeira divisão no ano que vem.

Mas será que essa sorte continuará pelas próximas três rodadas…? A tabela, teoricamente, nos favoreceu ao colocar dois jogos seguidos em casa contra times rebaixados à série C. Mas você confia somente na habilidade, técnica e tática de nosso atual grupo de jogadores?

Eu não.

Como em 2015 eu ainda serei vascaíno e boa parte dessa cambada estará fora cuidando da “carreira” deles, cabe a mim, a você, a todos nós fazermos este último esforço, essa última injeção de ânimo para que consigamos voltar ao nosso lugar de direito.

Que tal então ajudarmos essa “sorte” que estamos tendo nas últimas rodadas? Vamos encher São Januário! Vamos encher o Maracanã! Vamos empurrar esses “pangarés” que vestem a nossa camisa!

São apenas mais esses dois jogos e pronto: podemos respirar e pensar com calma o que fazer em 2015 para voltarmos ao papel de protagonistas do futebol brasileiro.

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Não é segredo para ninguém que meu voto seria de Júlio Brant. Uma operação no joelho ocorrida na segunda-feira, um dia antes das eleições, me impediu de ir votar.

Passada a eleição e conhecido o seu resultado, tão necessário quanto saber vencer, é imperioso saber perder. A chapa Sempre Vasco ficou em segundo lugar e pelo estatuto terá 30 assentos no novo Conselho Deliberativo e terá uma missão muito clara de oposição: fiscalização. Não uma oposição raivosa, do tipo “quanto pior melhor”. Há que se pensar SEMPRE em primeiro, segundo e em terceiro lugar no clube. Há que se ter a grandeza de elogiar quando a situação acertar e criticar e denunciar o que ver de errado.

Esse é o papel que espero daqueles que me representarão no poder mais importante do clube, e por isso não posso concordar com o que foi veiculado nas redes sociais. Chamar ou rotular de “menos vascaínos” quem não votou na chapa Sempre Vasco é um “mimimi” idiota e que em nada ajuda o clube. Serve apenas para aprofundar a divisão entre os sócios o que , obviamente, prestará um desserviço ao clube.

Espero sinceramente que o líder e candidato à presidência Julio Brant, venha a público dar as devidas explicações e pedir desculpas, se for o caso. Se assim não for, agradecerei ao meu velho joelho bichado por ter me impedido de ter jogado um voto fora.