Vaias para tudo

Com quase um terço do campeonato da Série B disputados até o momento, o Vasco lidera com quatro pontos e duas vitórias a mais que o segundo colocado, o Atlético Goianiense.

Na briga pela volta à série A, já abrimos seis pontos para o quinto colocado, o CRB, adversário desse fim de semana, em Maceió. Em caso de vitória, este abismo para o 4o colocado sobe para, pelo menos, sete pontos, o que nos dá duas rodadas de vantagem para subir calmamente.

Estes resultados foram conseguidos, até agora, com atuações bem abaixo do possível e, muito pior, com o time jogando com um homem a menos, tal a completa inoperância dos nossos centroavantes. Leandrão ainda conseguiu ser o autor dos dois gols da vitória sobre o Joinville – o que é tremendamente pouco para os homens que deveriam ser os principais finalizadores do time. Pelo contrário, nem Leandrão nem Thalles conseguem dar prosseguimento à maioria das jogadas que o time produz, fazendo com que a bola bata no ataque e volte, sobrecarregando a defesa.

Torço, fervorosamente, para que as especulações em torno de Leandro Damião sejam verdadeiras. Damião não joga nada há alguns anos, mas é uma contratação muito parecida com tantos outros acertos históricos do Vasco – Leandro Amaral e Alex Dias por exemplo. É jovem e pode cair como uma luva neste time sem ataque que temos hoje.

Também gostaria de ver a que veio Fellype Gabriel. Mas acho que isso acontecerá quando Andrezinho ou Nenê tiverem de ficar de fora de algum jogo. Acredito que Jorginho e Zinho queiram evitar a todo custo lançá-lo às feras em algum momento de pressão para o time, segurando algum rabo de foguete nalguma partida perdida num meio de segundo tempo.

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Jorginho errou pesadamente na derrota frente ao Paysandu, em São Januário. Fez exatamente aquilo que todo vascaíno teme em São Januário quando a bola teima em não entrar: lançou o time atabalhoadamente à frente, desmontou a equipe e partiu pra dentro de forma desordenada. O resultado todos vimos. Ainda assim, perdemos com requintes de azar. Na jogada do segundo gol, Caio Monteiro, que foi um dos atacantes postos em campo por Jorginho, foi o homem que tentou salvar o lance no qual o adversário entrava sozinho. O carrinho dado foi perfeito. A bola quis cair dentro do gol.

Tem dia que de noite é… Vocês sabem.

Vaiaram o time. Em São Januário e virtualmente. Cheguei a ler alguns que diziam que a torcida do Vasco deveria estar louca porque estamos admitindo perder para o Paysandu em São Januário.

Espero que não estejamos virando torcedores do Botafogo – ai sem qualquer deboche. Tive um tio botafoguense que amava ir ao Maracanã, muito mais frequentemente que meu pai, vascaíno. Com isso, fui a muitos jogos do botafogo no final dos anos 70 e nos anos 80, o apogeu da seca de títulos que durou 21 anos por lá. A paciência de um botafoguense com seu time dura cerca de cinco minutos. Não existe isso de trinta minutos. O sujeito erra dois passes, desabam-lhe vaias retumbantes.

Temos um time sabidamente fraco, como, aliás, todos os demais times da primeira e segunda divisões do Brasil atualmente. Este time que está ai tem honrado a camisa do Vasco, com autações sólidas e garra. Ninguém pode dizer que falta seriedade ou dedicação a esta equipe.

Não sou eu que vou dizer quem deve ou pode vaiar o Vasco ou descarregar nas redes sociais a sua frustração com um derrota. Posso, no entanto, considerar uma atitude deprimente.

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Estamos quase no meio do ano e grande parte dos times grandes do Brasil ostenta camisas sem patrocínio. A chuva de críticas à assinatura do contrato com a Caixa esmoreceu, pois o tempo mostrou que a situação não está mole para ninguém. Será que alguém ainda preferia estar sem a Caixa?