Uma vitória é fundamental

Ganhar hoje da Cabofriense é fundamental para nossos objetivos na Taça Guanabara. Não só para trocar de posição com o adversário de hoje, mas fundamentalmente para nos aproximarmos mais do topo da tabela. Isso porque, o Império do Mal abriu sete pontos, que podemos fazer cair para quatro. Essa é a diferença que temos de tirar para eles e para os tricolores.
Sem Everton Costa – jogador que pode ser muito útil este ano -, a opção por Montoya tem um lado muito bom. Parece que o garoto caiu nas graças do técnico Adilson Batista. Porém, novamente, vamos ser conservadores, dentro de casa, contra um time mais fraco, e vamos num 4-3-2-1, com sete defendendo, dois meias ligando e um só atacando – a não ser que Adilson insista em fazer e Montoya um ponta….

Ainda não vai ser desta vez que teremos a mágica oportunidade de jogar com apenas dois volantes. Ao menos, nosso treinador nos dará um pouco de paz, com a escalação de Jomar no lugar do Rafael Vaz. Já é um alento.

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Em sua passagem por São Januário, Mário Travaglini fez história. Não apenas pelo título brasileiro, mas especialmente pela forma como o conquistou, abusando de estratégia e de estudos em relação aos adversários. Um título que aquele Vasco dos anos 70 não valorizou tanto assim – prova disso é que fomos para a Libertadores do ano seguinte pedindo pelo amor de Deus para sermos eliminados. Não por vontade dele, mas por direcionamento do então presidente Agathyrno da Silva Gomes.

Travaglini chegou em SJ no segundo semestre do ano de 1972 e foi responsável por subir jogadores como Jorginho Carvoeiro e Fumanchu e efetivar Roberto Dinamite no comando do ataque vascaíno. Treinou o time até 75, conseguindo fazer o Vasco chegar bem nos cariocas de 74 e 75. Saiu para o Fluminense no ano seguinte – o olho grande em cima de SJ é antigo.
O céu ganhou um grande treinador. E aqui ficamos com a saudade do comandante do primeiro brasileiro do Vasco.

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Me pedem para que eu fale um pouco do ambiente da Besouro de 1986. Bem, foi lá que o ex-presidente Eurico Miranda descobriu o seu motorista Sergio Rolha – que se tornou seu chofer particular e recebia com cheques do Vasco. Depois de demitido, anexou cópias como prova…
A decoração da sala de Eurico era outro destaque. Mas essa eu conto em breve. Assim como o que ele fazia com os carros da locadora… A mania de confundir o patrimônio alheio com pessoal é antiga.

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No Vasco, Eurico cansou de cooptar oposicionistas. Há quem tenha virado a casaca por uma viagem ao Japão ou por ser reconhecido como Grande Benemérito. E nem foi preciso prestar serviços relevantes ao clube…