Uma derrota doída e vexatória

Calor de 37 graus, 11 horas da manha e a derrota para o pior time do campeonato. Nada mais resta ao pobre torcedor cruzmaltino. Uma escalaçao desastrada em um 4-2-4 que nao funciona nos dias de hoje. Receitas para um desastre. E tudo permanece lindo, na visão romântica e pueril de Abel Braga. Pavoroso.

O jogo foi duro de se ver. O colunista desse espaço teve essa tarefa espinhosa. Jogo de poucas chances times atacando pouco. Em todo o jogo, o Vasco só teve 3 chances, o mesmo acontecendo com o adversário. As chances da Cabofriense foram todas no primeiro tempo, a partir dos 20 minutos de jogo. Até então, um jogo moroso, o Vasco sem organização tática nenhuma, afunilando pelo meio. Teve um chute de Talles Magno aos 11 que foi facilmente defendido pelo goleiro. E mais nada. Mesmo recuada, foi a Cabofriense que criou as melhores chances aos 32 e 36, ambas com Dudu Perrotti com boas defesas de Fernando Miguel. Até que aos 45 minutos, enfiada de bola nas costas de Werley e este faz pênalti grosseiro em Léo Aquino. O próprio Aquino bate com categoria dando números finais à partida.

Se no primeiro tempo, houve um pouco de futebol, no segundo tempo sequer ele apareceu. A não ser um chute de German Cano aos 14 minutos para defesa do goleiro, nada de interessante foi visto. Ambas as equipes fatigadas por conta do forte calor. Melhor para a Cabofriense, que fez o gol, quando a chance apareceu. Além de cansado, o onze cruzmaltino foi um arremedo, sem criatividade alguma. E uma aparente desmotivação, diante dos atuais problemas internos do clube. Triste retrato de um clube outrora grande, que ainda só é lembrado pela sua história gloriosa. Tudo errado na colina histórica.

Com a vergonhosa derrota de ontem para o então pior time do campeonato, o Vasco deu adeus a Taça GB. Agora é juntar os cacos da atuação (ou não) pavorosa de ontem, porque tem o clássico contra o Botafogo amanhã e a Sul Americana na quarta contra o Oriente Petrolero, em SJ.