Uma bola, um gol

Vamos ser sinceros: não dá para avaliar nada em jogo de estreia, mesmo sendo contra o maior rival.

Talvez para mostrar ao senhor Sandro Silva que futebol é coisa séria e não dá para volante querer aplicar drible de letra em atacante esperto na cara da área. O resultado da palhaçada foi o gol da vitória do rival – que jogou mais ou menos o que o Vasco jogou.

Aliás, não fosse a rebolada do Sandro, o jogo iria para os penais, pois nem Vasco, nem Flamengo mostraram muita coisa dentro da área – e eis aí a única conclusão que podemos tirar do amistoso de Manaus: precisamos de um camisa 9 urgente. Contar apenas com o Thalles é muito pouco. Será fundamental contratar um jogador para disputar a posição com ele.

Outra conclusão que dá para tirar é que já deu para o Montoya. Foi um vacilo, na minha opinião, deixar o cara em campo e tirar o Bernardo, que jogava melhor. Montoya apareceu mais na defesa, tirando uma bola, que no ataque, setor no qual ele deveria aparecer com mais vigor e constância. Pode ser um reserva, mas nada além.

Quanto aos contratados, vamos observar mais um pouco, mas achei todos fracos. O menos pior foi Lucas. Mas não é nenhuma oitava maravilha. Mas vamos dar tempo para ver essa turma em campo.
Sobre o Doriva, ficou claro que ele usou o jogo como teste, trocando seis jogadores (o Guiñazu foi por lesão) e observando bem. Sobretudo a troca do Sandro Silva me agradou: saiu um palhaço e entrou o bom Júlio dos Santos.

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Lamentável a briga de torcida. E mais lamentável ainda a tentativa de empurrar isso só para os vascaínos. O povo não aprende que não se pode manipular todo mundo todo o tempo.

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Peço aos vascaínos uma prece para dona Anna Maria Salles, minha sogra e vascaína desde que desembarcou no Rio, nos anos 30. Daquelas de ir a jogo, a baile de carnaval no Vasco e tudo mais. Ela luta heroicamente contra um câncer há mais de duas décadas e a doença pretende vencer. Mas ela é vascaína e não se entrega fácil. Vamos virar este jogo também.