Uma análise do desastre.

Eu já ou vi ou li em algum lugar que a indústria aeronáutica quando analisa um desastre aéreo, quase sempre chega à conclusão de que não foi um único fator que causou o sinistro, mas sim um conjunto de erros e equívocos que se propagam até que o desastre ocorra.

Difícil escrever alguma coisa sobre o Vasco nesse momento terrível pelo que estamos passado. Então eu peço licença a você, meu leitor, para expor o que acho sobre tudo que estamos passado, para mostrar quais, na minha opinião, foram os erros que nos levaram a esta situação calamitosa em que nos encontramos.

Findo o ano de 2014, o “novo” presidente dispensa vários jogadores (que a meu ver mereciam sair mesmo – a única exceção que na minha opinião deveria ser preservada, era o Edmilson, artilheiro do time no ano passado), contrata um novo técnico fugindo da mesmice dos técnicos com que ele normalmente gosta de trabalhar, contrata mais alguns jogadores e consegue formar um bom time para o Campeonato Carioca.

Um time suficiente para enfrentar as inúmeras e insossas partidas contra equipes pequenas que o Cariocão proporciona. Boas atuações contra os rivais nos clássicos que, a exceção do Flamengo, também remontavam suas equipes. O Bota vindo de uma “terra arrasada” e o Flu aprendendo a viver sem o seu “padrinho”.

Bom time mais alguma sorte e a classificação com um ou outro susto para a fase final era algo esperado. Batalhas contra o Flamengo e por conta de grandes atuações do nosso goleiro chegamos à final contra um surpreendente Botafogo. Vencemos porque nosso time naquele momento era melhor e depois de quase 12 anos veio o título esperado.

Claro que ser campeão é ótimo, mas hoje me parece que o título nos trouxe mais malefícios que benefícios… Não pelo título em si, claro, mas pelo efeito que ele causou naqueles que hoje dirigem o Vasco.

Pensou-se que o time era suficiente para não fazer feio na longa e dificílima série A do Campeonato Brasileiro. Aliás, para fazer feio não! Para ser campeão, como adorava bravatar o nosso “messias”.

Vieram as primeiras rodadas e o mesmo time que fora campeão carioca empatou 3 vezes seguidas contra Goiás, Figueirense e Internacional o que, juntando-se aos 2 empates pela Copa do Brasil contra o Cuiabá, deu início à crise.

Digno de nota por aqui também alguns agravantes que vão além dos resultados ruins. Acabado o campeonato carioca e o nosso “messias”, como é de seu feitio, se achou no direito de bravatar, de querer aparecer mais que a própria Cruz de Malta dizendo que o Vasco brigaria pelo título, que “o respeito voltou” e blá blá blá… Atitudes que não levam a absolutamente lugar algum e além disso só deu armas para sermos mais e mais motivo de chacota dos rivais.

Outro fato digno de nota nessa fase inicial do campeonato, para a qual eu sinceramente eu não tenho resposta, foi a fraquíssima presença da torcida vascaína. Pouco mais de 7 mil torcedores na estreia em casa, depois de ser campeão de um campeonato que não vencia há muito tempo, num jogo que, convenhamos, eram muito boas as chances de vencermos… Para mim nesse jogo contra o Goiás era para termos 15… 18 mil pessoas em São Januário.

E aí iniciamos a série de derrotas em série… Um vareio de bola contra o Atlético-MG em Minas, uma derrota mais que merecida contra a Ponte Preta em casa (mais uma vez com São Januário às moscas…), nova derrota contra o Atlético-PR em Curitiba…

Antes de prosseguir com a série de derrotas, mais uma causa: o goleiro. Sofremos muito com a falta de goleiros na nossa última queda. Nosso goleiro titular fora pela convocação para a Copa América, assume a camisa 1 contra a Ponte Preta o reserva imediato: Jordi. Num lance que qualquer outro goleiro faria o mesmo, ele apelou para a falta e foi expulso. Só que sua expulsão, inexplicavelmente, se perpetuou para os jogos seguintes e tivemos que aguentar o inseguro terceiro goleiro Charles por mais alguns jogos. Ora… Se ele era o terceiro goleiro, por que mantê-lo? Falhou em alguns jogos e sua insegurança era clara.

Seguimos perdendo e a nossa diretoria começou a se mexer e mais uma vez o estilo bravateiro se fez presente anunciou jogadores que não vieram e trouxe refugos fora de forma que até poderiam ser interessantes num início de temporada.

Se é que existe uma receita para ser rebaixado, com certeza um dos itens é “trazer jogadores fora de forma para se entrosarem durante a competição.”

Novas derrotas contra Cruzeiro e Sport, chegando a cinco derrotas consecutivas e Doriva pede o boné e nos deixa. Aí vem talvez o maior erro desse equívoco histórico que foi a reeleição dessa diretoria. Escolheu um técnico que há alguns anos nos desprezara, que a meu ver não deveria nunca mais pisar em São Januário a não ser como adversário, de preferência sob intensas vaias.

Juntou-se a enorme pressão pela situação péssima no campeonato, um técnico que é fraco, ultrapassado, que expõe os jogadores e com um histórico de desafetos entre os jogadores; vários “novos” jogadores chegando fora de forma, sem entrosamento e tendo pela frente uma tabela duríssima contra os primeiros colocados do campeonato de então. Ou seja: tudo para dar errado.

Uma vitória contra o Fla que foi enganosa – não jogamos nada e achamos um gol. Outra contra o fraquíssimo Avaí e alguns (como eu…) pensaram que as coisas iriam se encaixar…

Ledo engano… Novas derrotas em série contra Chapecoense, São Paulo e Grêmio nos trouxeram à realidade de um time perdido, sem qualquer padrão, sem qualquer forma de jogar, que não conseguia repetir sequer uma vez a escalação, com jogadores tentando ganhar ritmo de jogo e entrosamento jogando contra times já formados e superiores.

Um alento contra o Flu, muito mais por algo sobrenatural do que qualquer explicação racional, e voltamos a perder em série para Palmeiras e Corinthians.

As rodadas que tinham sido cruéis conosco – cruéis muito mais por nossa falta de planejamento do que pelos adversários em si, nos dá um alívio: 11 dias para pararmos e tentarmos juntar os cacos. Mas como fazer isso com um técnico que não inova? Que é péssimo? Que é ultrapassado?

Primeiro jogo depois dessa “mini-inter-temporada” contra o “saco de pancadas” do campeonato Joinville, em casa, num Maracanã cheio e não conseguimos passar de um empate jogando mal e ainda tomando sustos.

O “messias” bancou ainda mais o seu técnico e chegamos à derrota de ontem. Resumo: 19 rodadas, 12 derrotas e 4 empates, com um saldo negativo de 23 gols, com um defesa que já tomou 30 gols…

O desastre se consumou ontem. Há chances matemáticas, mas aprendi nesses mais de 40 anos que acompanho futebol que na maioria das vezes a Matemática não vibra na mesma frequência que os jogos.

Nossas chances são ridículas e melhor seria, se houvesse um pingo de dignidade do “messias” que ele pagasse a sua promessa e fosse para a Sibéria, junto com toda a sua trupe de puxa-sacos e sócios fantasmas que o reconduziram à presidência.

Peço desculpas àqueles que nessas minhas colunas eu me dirigi pedindo para comparecer aos jogos. Não vou contra o Flamengo. Há um limite entre o racional e o irracional. Nesse último jogo eu ultrapassei esse limite e passei mal.

Quando isso tudo deixa de ser um divertimento para ser um sofrimento é necessária uma parada para respirar.

Sei que estarei bem representado pelos que forem, mas essa eu passo. Pelo bem da minha saúde.

 

Posted By Kiko Abreu

9 Comments

Diogo

Não colocaria a culpa no título do carioca ou no efeito que o título causou, acredito que mesmo que perdessemos o título, essa diretoria burra e retrógrada continuaria achando o time era a última maravilha do mundo! O erro (se é que posso chamar de erro, parece p mim, má fé) foram as contratações sem critério feitas no início do ano. Um bando de jogador vindo de séries B e C, jogadores que nem chegaram a jogar e foram emprestados.. esse foi o maior erro!
As dispensas também foram equivocadas (tirando o kleber q merecia ir embora mesmo).
Sobre o público pequeno em São Janu no início do campeonato, mas uma medida burra da diretoria, que colocou os preços lá p cima!
A respeito da escolha do burroth como técnico, tenho que concordar esse foi um dos maiores erros dessa diretoria.. mas oq podia se esperar…

Eduardo

Existem questões de fato. Existem questões de fé. Algumas questões de fato:
Em 2008 assumiu o sr. Roberto Dinamite e encontrou a seguinte situação:
– Salários de jogadores e funcionários em dia. Se isso fosse mentira a imprensa deixaria passar?
– Ausência de títulos protestados. Isso não é questão de fé. Se fosse mentira teria sido informado.
– Certidões negativas com efeito de positivas. A maior prova de que isso era verdade foi o patrocínio logo depois da Eletrobrás.
– O Vasco estava no primeiro grupo dos recebedores do dinheiro da televisão e ainda tinha cotas a serem adiantadas, se fosse vontade da diretoria.
– O Vasco tinha 10 milhões de reais a receber da venda do Phelipe Coutinho. Um ótimo negócio visto que o atleta poderia sair de graça, por causa da idade.
– Acordo judicial sendo cumprido com o dono do Vasco-Barra. O processo não era sigiloso. Se fosse mentira isso facilmente teria sido descoberto.
– Dívida com o Romário sendo paga. Deveria ser paga? Não tenho certeza. Essa é uma questão de fé, eu reconheço. Mas a posterior decisão judicial acolhendo a pretensão do Romário mostrou que a decisão da diretoria do Roberto de suspender os pagamentos foi extremamente danosa. Poderiam contestar a dívida MANTENDO OS PAGAMENTOS até a decisão judicial.
– O Vasco tinha jovens promissores como Alex Teixeira, Alan Kardeck e Souza, que poderiam ajudar o clube jogando e rendendo dinheiro através de negociações.
– O Vasco foi recebido pela nova diretoria na nona colocação do brasileiro daquele ano. Foi décimo no ano anterior e sexto em 2006. Pode-se dizer que o clube foi recebido na zona de rebaixamento? Não. É mentira. Pode-se dizer que o clube vinha ameaçando cair nos anos anteriores? Que bateu na trave o rebaixamento? Não. É mentira.
– As sedes estavam em razoáveis condições e o clube disputava os campeonatos de Remo, Basquete e outros esportes amadores.
Mas o Vasco caiu. E de quem foi a culpa? Do Eurico. Apesar de tudo o q

Eduardo

Apesar de tudo o que foi descrito acima a culpa foi do Eurico. Foi o que disseram.

Agora vamos ao final de 2014. Como o clube foi recebido pela diretoria do dito “Messias”?

– O Vasco estava na série B. Subiu na QUARTA COLOCAÇÃO.
– O Vasco estava com salários atrasados de jogadores e funcionários. A nova diretoria teve que pagar os salários de Outubro, Novembro e Dezembro, inclusive o décimo-terceiro.
– O Vasco estava no TECEIRO GRUPO das cotas de televisionamento. Estava antes no primeiro e foi rebaixado em duas posições.
– As dívidas, que já existiam antes, é verdade, explodiram na gestão Dinamite. Aumentaram absurdamente.
– O Vasco tinha títulos protestados.
– O Vasco foi recebido com rendas penhoradas. Antes não havia tais penhoras. Não acreditem em mim. É só consultarem os borderôs dos jogos da primeira gestão do Eurico.
– O Vasco foi recebido com uma dívida de DEZ MILHÕES DE REAIS COM A CEDAE.
– O Vasco foi recebido com dívidas de execução imediata na casa dos CEM MILHÕES DE REAIS.
– O Vasco foi recebido sem as certidões negativas com efeito de positivas. Teve que ser feito um empréstimo bancário para a obtenção de tais certidões.
– O Vasco foi recebido com a herança da morte de um jovem da base. E com jogadores comendo macarrão com salsicha.
– O Vasco foi recebido com o Remo e o Basquete completamente sucateados.
– O Vasco foi recebido com diversas confissões de dívidas assinadas no esdrúxulo período de ampliação do mandato da diretoria do Dinamite. Suspeitas? Quem sabe…

Agora o Vasco agoniza. Está virtualmente rebaixado. Façamos uma comparação do que foi recebido pela diretoria do Dinamite em 2008 e o que foi recebido pela diretoria do Eurico em 2014. Feita tal comparação e lembrando que o rebaixamento de 2008 foi colocado na conta do Eurico então muitíssimos mais motivos teríamos para esperar que a torcida colocasse na conta do Dinamite o provável rebaixamento em 2015, certo? Bem pelo que estou vendo não é bem assim. A culpa é do Eurico, de novo.
Esse filme eu já vi. Agora é só esperar o novo abençoado da mídia esportiva que irá “salvar” o Vasco com sua modernidade e elegância. O próximo “democrata” e “vanguardista” que irá nos livrar do “atraso” e da “truculência”. O próximo a pensar no “bem do futebol carioca”. O próximo a dizer amém aos Kfouris, Trajanos, Guedes et caterva. O próximo a comemorar o rebaixamento nas cotas de transmissão. O próximo a dizer que com o Eurico o Vasco “ganhava roubado”. Quem sabe o próximo salvador não vai ser o Júlio Brant? Se a operação Lava-Jato deixar, né?

Diogo

Vai falar suas besteiras em outro lugar sua euriquete!!! A porra do euvírus ferrou com o Vasco desde 2001 e continuou seu trabalho esse ano! Para de ficar colocando a culpa pela incompetência dessa praga do euvírus nas costas dos outros.. o dinamite fez mt merda e administrou mal também, mas isso não isenta a culpa maior do euvírus!

Kiko Abreu

Eduardo;

Não entendo o porquê de sua comparação. Em algum momento eu defendi a administração Dinamite? Em que parte do meu texto eu disse que a culpa pelo primeiro rebaixamento foi só do “messias”? Aliás, aproveito para dar minha opinião sobre isso: sim, para mim ele TAMBÉM foi culpado pelo primeiro rebaixamento, e Dinamite também teve a sua culpa. Foram duas administrações calamitosas e infelizmente (para mim, mas parece que não para você…) ao invés de evoluirmos, involuimos a um passado que não foi esse “mar de rosas” que você tentou relatar.
Vamos aos fatos:

– Sim. Os salários ficavam constantemente atrasados. Uma rápida pesquisa na intenet e a profusão de notícias desse tipo durante o 1º reinado do “messias” é fácil de ser achada. Como exemplo, veja o que era noticiado em julho de 2008, assim que o Dinamite assumiu, em relação aos salários atrasados de junho (quando o presidente sub-judice ainda era o “messias”) na seguinte página: http://www.netvasco.com.br/news/noticias14/54566.shtml.

– Não concordo que seja uma “questão de fato” o Vasco ter sido entregue à administração Dinamite com todas as dívidas equacionadas. Pode-se dizer que é uma “questão de fé”. Havia sim inúmeras notícias sobre este assunto à época. Veja, por exemplo, a entrevista dada pelo então novo VP Jurídico Luiz Américo sobre as dívidas que a nova gestão recebia em 2008: http://www.netvasco.com.br/news/noticias14/54089.shtml . Mentiras? Verdades? Quem pode saber ao certo? Mas o fato é que havia notícias sim e pelo que vi nos meses seguintes e sobretudo nos anos anteriores, parece-me muito mais plausível que as dívidas eram reais e não “mimimi” de quem venceu as eleições.

– A própria reportagem citada acima fala sobre as cotas de TV, e nela o VP Jurídico da época declarava o seguinte: “Sem dúvida, o Campeonato Brasileiro está antecipado até junho do ano que vem, um ano de antecipação. O Campeonato Carioca do ano que vem já acabou. Já se esgotou qualquer tipo de renda de TV para o Campeonato Carioca do ano que vem. Toda essa verba, que é uma das maiores verbas do clube para o período, que são as cotas de TV, já estão antecipadas”. Novamente: uma “questão de fé”. E novamente: por tudo que passava o Vasco nos anos anteriores, parecia-me bastante verossímil a versão do VP Jurídico.

– O Vasco tinha a receber 3 milhões e 800 mil Euros pela venda de Philippe Coutinho à Inter de Milão. Mas o pagamento nunca fora negociado pela diretoria do “messias” com devendo ser efetuado à vista. E sim em 3 parcelas sendo uma em julho de 2008, outra em julho de 2009 e outra em julho de 2010. Detalhe: o contrato de venda foi assinado no dia 17/06/2008, pouco antes da diretoria do “messias” sair. Um ótimo negócio? Discordo. Numa política correta com os jogadores da base há como se estabelecer contratos de longo prazo com multas maiores para ao menos se preservar por algum tempo a promessa.

– Não havia qualquer acordo judicial com o dono do Vasco-Barra. Na verdade o Vasco estava com 8 meses de atraso (R$ 80 mil/mês) quando a diretoria do Dinamite assumiu. Além disso, o clube tinha uma dívida de cerca de R$ 5,5 milhões, que quase provocou a perda do local, após ação do dono da área por conta dos constantes atrasos. Tais dívidas foram se tornando “bolas de neve” até que em dezembro de 2009, o Vasco foi despejado de lá. Chegou-se a esse ponto pelos problemas herdados ou pela incompetência da nova diretoria? Questão de fé.

– Em relação à dívida com o Romário, estou de acordo com o que falaste.

– Alex Teixeira, Alan Kardec e Souza foram aproveitados e vendidos rendendo algum dinheiro ao clube. Foram mais aproveitados que Philippe Coutinho, por exemplo…

– Sim. Quando Dinamite assumiu o Campeonato Brasileiro estava na oitava rodada, o Vasco estava com 11 pontos em 9º lugar. Mas dizer que o Vasco nos anos anteriores não esteve ameaçado de rebaixamento não é verdade. Na verdade, na era do “messias”, somente em 2006 a colocação final do Vasco foi acima do 10º lugar (ficou em na sexta colocação e fora da Libertadores do ano seguinte). Em 2001, 11º lugar e fora da fase final. Em 2002, 15º lugar, fora da fase final em um campeonato que flertou com a zona do rebaixamento em várias rodadas. Em 2003, primeiro ano dos pontos corridos, um 17º lugar entre 24 clubes disputante – mais um ano correndo riscos. Em 2004, um 16º lugar e a queda evitada na penúltima rodada contra o Atlético-PR em São Januário (gol do ex-zagueiro Henrique), jogo que aliás tirou o título do clube paranaense. Em 2005, 12º lugar. Em 2007, 10º lugar. Participações pífias e em alguns anos flertando com o descenso.

– Sedes em razoáveis condições – verdade. Basquete: os grandes times foram desfeitos depois de 2001 e o Vasco se limitou ao basquete de base até que nem isso mais. Remo: ganhou o último título estadual em 2005 e voltou a vencer em 2008 (já na era Dinamite) e… nada mais desde então.

– Faltou você citar a questão dos patrocínios ridículos e de difícil dissolução como o com o Habbibs e a MRV.

– Em relação ao final de 2014, quando voltamos à era do “messias”, uma correção: voltamos à série A em terceiro lugar (e não em quarto como citaste).

Por fim, gostaria de dizer que respeito muito a sua opinião, mas discordo frontalmente quando dizem que a solução para os desmandos da era Dinamite era a volta do “messias”. Não. Não era. Era a hora de darmos um passo adiante e não de voltarmos no tempo e reconduzirmos à presidência do nosso amado clube um dirigente ultrapassado, doente, com um ego maior que sua enorme pança, ditador (vide a volta das expulsões de sócios que não rezam na sua cartilha), que se acha maior que a própria instituição quando declarações de que o maior reforço do Vasco foi a sua volta, que propaga tantas bravatas como a besteira do “respeito voltou” quando na verdade ele é primeiro a desrespeitar o clube ao trazer de volta um técnico ultrapassado que desrespeitou nosso clube em 2010, que contrata sem qualquer critério uma caminhão de jogadores de times pequenos que sequer jogaram (no início do ano), que insiste numa infantilidade ridícula de dizer que jogos contra o Flamengo são campeonatos à parte, quando não é e apenas serve para mexer com os brios do adversário, que torna nossa instituição a mais antipática de todas, que atua com nepotismo descarado ao colocar seus filhos comandando áreas do clube sem que o Estatuto do clube permita isso, que mente descaradamente quando diz que não joga mais no Maracanã e joga, quando diz que nem a federação de marte faria o Vasco jogar com sua torcida no lado esquerdo no Maracanã e joga, quando promete a contratação de jogadores dando como 90% certa ou até 100% certa para depois ser desmentido e dar mais e mais razões para sermos chacota dos adversários, e finalmente quando nos leva inexoravelmente a mais um rebaixamento.

Eu só gostaria que ele cumprisse apenas uma promessa: que vá para a Sibéria no fim do ano e deixe os cacos do nosso clube para gente nova poder modernizar o clube, o que TODOS os demais grandes clubes do Brasil estão fazendo. Aventureiros? Sim, mas quer exemplo melhor que o almirante que inspirou o nome do nosso clube pode dar de aventureiro?

Saudações Vascaínas.

Diogo

Boa resposta Kiko a essa euriquete idiota! Que vá para a Sibéria junto com o seu deus-mor… q raiva que tenho desses manés!!!!!!!!!!!!

Eduardo

Engraçado, não me lembro de ter chamado ninguém de idiota como fez o cidadão acima. Kiko, esclareço que defendo inteiramente o seu direito inalienável de criticar, odiar, xingar e ironizar o Eurico Miranda. A minha crítica, que na verdade é genérica e não direcionada a você, é que geralmente as críticas ao Eurico são feitas nos termos estabelecidos pela imprensa desonesta e flamerdista e não nos próprios termos dos que criticam. A própria utilização de termos como “euvirus” e outros demonstram isso. E muitas vezes vemos vascaínos críticos do Eurico embarcando nos mandamentos estabelecidos pela imprensa esportiva e adotando idéias e análises desta mesma imprensa. O que o Vasco ganha com isso? Não é digno de desconfiança qualquer apoio entusiasmado a salvadores da pátria eleitos pela imprensa esportiva? Podemos imaginar que essa imprensa esportiva que nós temos realmente quer o melhor para o Vasco? Boa parte da torcida apoiou o tal do Julio Brant simplesmente por que era um sujeito novo e “cheio de idéias” e por que ele era apoiado pelo Edmundo. Só isso basta? O fato de que o Julio caiu de para-quedas repentinamente na eleição não era um problema? Basta ter um discursinho “moderno” e um ídolo apoiando para virar o melhor nome? O Khalil, presidente do Atlético-MG seria um nome “moderno” e antenado com as novas idéias? Acho que não. E o clube dele, tem sido mal administrado? Quem quiser odiar e criticar o Eurico que o faça. Quem quiser mudanças que corra atrás disso. Mas sem abrir espaços para aventureiros e bichinhos de estimação dos Kfouris e Prados da vida.
O Vasco não foi quarto na série B? Foi terceiro? Mas que grande diferença! Você insistiu em culpar também o Eurico pelo rebaixamento em 2008. Tudo bem é um direito seu, embora eu não concorde pelos argumentos que apresentei na outra mensagem. Mas tudo bem. Mas e neste ano? Se o Vasco tornar a cair você dirá que a culpa foi também do Dinamite? Você acha que os críticos do Eurico farão isso? Eu acho que não, e você? E se os críticos do Eurico não culparem também o Dinamite qual será a sua opinião a respeito.
Por fim não sou seu inimigo, somos todos vascaínos. Por causa das minhas posições políticas no Vasco já cansei de ser chamado das piores coisas. Não conheço o Eurico pessoalmente, não faço parte do Casaca e nem mesmo sou sócio do clube. Mas o simples fato de apoiar o Eurico serviu para que eu fosse chamdo de ladrão, vigarista e de ser acusado de ficar rico com dinheiro roubado do Vasco e de pertencer a uma quadrilha. “Euriquete” foi o xingamento mais leve. Acho que devemos sempre desconfiar de tal demonização de pessoas mas deixa pra lá. Estou cansado da política do Vasco. Já deu no saco. Que aconteça o que tiver que acontecer. Que venham novamente os modernos cheios de novas idéias. Que chutem o Eurico para a Sibéria. Pelo menos eu sempre terei as lembranças felizes das tardes e noites em São Januário e no Maracanã. E também em Moça Bonita, Volta Redonda, Petrópolis, Campos, Friburgo, aqui na Ilha do Governador, no Caio Martins, em Saquarema, etc…
Fique com Deus e uma boa semana para você.

Kiko Abreu

Eduardo;

Obrigado pelos seus esclarecimentos e por favor, desculpe-me se de alguma forma eu fui descortês com você. O Vasco é uma paixão para mim e à vezes por causa dessa paixão extrapolamos.

Respondendo à sua pergunta sobre o nosso iminente rebaixamento neste ano: sim – eu considero o Dinamite tão culpado quanto o Eurico.

Pode me cobrar quando isso se confirmar (espero que não…), mas ele tem culpa sim.

Um grande abraço e saudações vascaínas.

Diogo

Chamo de idiota quantas vezes quiser, pq p mim vcs que em vez de torcer para o Vasco ficam babando o ovo desse velho gagá são idiotas, ou pior, são tudo comprados p ficar defendendo ele.

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