Um viva à bola laranja!

Bola-de-basquete

Hoje iremos mudar o rumo da prosa. Animado e excitado com as finais da NBA (Liga Profissional de Basquete Americana) que se inicia nessa quinta-feira entre San Antonio Spurs e Miami Heat, além da volta do nosso Vascão da Gama ao basquete do Rio de Janeiro.

Primeiramente comentar minha expectativa a respeito das finais da NBA, onde estou na torcida ferrenha pelo time texano, que conta com o maravilhoso trio geriátrico Manu, Parker e Duncan comandados pelo não menos excelente (nem tão menos geriátrico) Popovich.

Embora não seja meu time nos States – sou Portland Trail Blazers – acredito que esse seja o segundo melhor time que vi jogar, atrás apenas do Bulls de Jordan, Pipen, Rodman, Kukoc  entre outros. Lembrando que infelizmente não vi o Celtics de Byrd, nem o Lakers de Magic.

Chega de enlatados e vamos relembrar um pouco da fase de ouro do basquetebol carioca.

Tijuca e Flamengo monopolizavam os títulos do Estado até que em 1997 o Vasco decidiu investir pesado (pois já participava).

A chegada de nomes como Demétrius, Rogério, Sandro Varejão, João Batista, Mingão, Aylton, os gringos Vargas e Charles Byrd, todos liderados pelo experiente Alberto Bial.

Depois, a chegada em 2000 do técnico multicampeão Hélio Rubens (que trouxe sua cria a tiracolo) elevou as ambições e os títulos.

Bicampeão carioca, sulamericano e finalista de um torneio, no qual fez a final contra o San Antonio Spurs de Duncan  e David Robinson. Claro que fomos comidos com farinha.

Esse time lotava o Maracanãzinho e o Tijuca Tênis Clube, eu particularmente fui em muitos jogos no primeiro.

Quem pensava que com esse elenco estelar, as coisas eram fáceis, lembro que o time da mulambada também tinha suas estrelas, como, Oscar, Ratto, Caio Delarolli, Marc Brown, Pipoka, Olivia e etc. Os jogos sempre tensos incendiavam as torcidas.

Nacionalmente falando, tínhamos outros centros que também valorizavam as conquistas: Franca, Ribeirão Preto etc.

Como esquecer também da ENORME Janeth Arcain, estrela do time feminino e mais uma representante do clube nas Olimpíadas? Impossível.

Vou citar o momento mais marcante, que eu graças aos céus, estava presente e não me esqueço até hoje : primeiro jogo da final do Nacional de 2000, final carioca, Maracanãzinho mais uma vez lotado.

Oscar fazendo aquela enxurrada de pontos, mulambada consegue uma vantagem de 3 pontos faltando 0,3 segundos para terminar o jogo.

Até que o “Mão Santa” comete uma falta no inexpressivo Diego, dois lances livres para o moleque bater, na arquibancada a tensão já tinha ido embora juntamente com uma grande parte da torcida.

Diego me acerta o primeiro lance livre, 99-97, somente uma chance de empatar e ir para a prorrogação, ele errando o lance livre e o Vasco pegando o rebote e convertendo a cesta.

O infeliz me erra o lance e o dominicano (aniversariante) Vargas pega o rebote e converte os pontos, 99-99, prorrogação. Embora naquele momento todos já soubéssemos quem seriam os campeões.

Nos lemos em breve.