Um suicídio anunciado.

Marcinho pega a bola e toca para Yago. Toca e fica parado. Algo como: “Se vira aí, moleque!”. Yago domina a bola com sua habitual dificuldade e logo chega um marcador do Galo. Em seguida mais um e depois outro… Isso tudo aos 42 minutos do segundo tempo e o Atlético já vencia por 3 a 0. Enquanto isso, os jogadores do Vasco assistem estáticos o que obviamente iria acontecer: Yago sai com bola e tudo pelo lado ou pela linha de fundo…

Esse lance representa bem a diferença atual entre o time do Vasco e o time do Atlético-MG. Nosso time em reformulação desde o início do ano – alguém lembra da equipe que foi a campo no primeiro jogo de 2015 contra o Flamengo (naquele torneio no Amazonas)? Ou ainda, alguém lembra do time que terminou o série B no ano passado?

E o Galo já é um time formado, entrosado e com titulares e reservas que mantém o nível do futebol jogado. Mas esse time não se formou em 2015. Esse time, com uma ou outra alteração, é a base da equipe que foi Campeã da Libertadores em 2013.

E contra este time, formado e entrosado, candidato ao título, jogando em casa, que já tinha mostrado a sua força contra o Fluminense há algumas rodadas atrás, é que o nosso técnico escalou o nosso time com três atacantes, um deles que chegou anteontem, e numa formação que não vínhamos jogando?!?!

Suicídio anunciado no momento da divulgação da escalação.

Por que não assumir a inferioridade e simplesmente jogar feio? Sim. Jogar feio. Nesse jogo, mais um empate seria uma vitória. Ou então jogar por uma bola, como fez o Goiás aqui em São Januário?

Não haveria demérito algum e, para mim, denotaria até inteligência de nosso técnico.

Essa vai para a conta dele.

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O Galo só precisou de um tempo para liquidar a fatura. No segundo tempo visivelmente “tirou o pé do acelerador” e só fez o tempo passar.

Neste período, até que o Vasco andou rondando a área do Atlético, mas nada de muito efetivo. Gilberto uma vez e Rafael Silva em outro lance, mas em ambas situações nossos atacantes mostraram um individualismo característico de um time ainda em formação.

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Li estarrecido a coluna escrita pelo Zeh Catalano sobre o programa de sócios (?) do Vasco.

Num comentário feito no facebook pela Carolina Souza sobre o texto, ela ainda traz dados mais preocupantes: nada será mudado até novembro, quando vence o atual contrato com a empresa que cuida de nosso programa de sócios.

Duas perguntas me vem à mente diante de tais informações:

1) O que fazia o “marketing” da era Dinamite?

2) O que faz o atual “marketing” na era Eurico?

Vamos mal…

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Claro que diante da derrota, até certo ponto esperada, será um “prato cheio” para os arautos da desgraça, que desde o primeiro minuto do jogo contra o Goiás já diziam que iríamos cair para segunda divisão novamente.

Claro que para esses, os mesmos que no primeiro jogo do ano, diante de uma derrota normalíssima diante de nosso maior rival, ocorrida somente por conta de uma falha individual, diziam que o Vasco nem se classificaria para as finais do Campeonato Carioca; agora só interessa a contagem para os tais 45 pontos mágicos para fugimos de mais uma “degola”.

Mas eu ainda vou insistir: falta ainda muita água para rolar por baixo dessa ponte. Vamos com calma.

Não tenho a menor ilusão de que brigaremos por título, mas também não acredito que brigaremos para cair.

A derrota de hoje ou uma milagrosa vitória nem me desespera e nem me empolgaria.

Que venha a Ponte Preta.

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Um última perguntinha: o tal Reascos (é assim que se escreve…?), jogou…?