Um sofrido empate

E o Vasco segue sua via-crucis em busca da permanência na Série A. Em um jogo em que dominou pelo menos 80% da partida, sofreu um gol nos minutos finais e sofreu para empatar com o Internacional de Porto Alegre em 1 a 1. É desolador perceber que, mesmo dominando mais o adversário tecnicamente superior, a limitação técnica impede o cruzmaltino de conseguir as vitórias necessárias.

Em relação a partida, é o que já se falou no início: o Vasco dominou praticamente o jogo inteiro. Mas pouco efetivo. Mesmo com o domínio, o Vasco só teve 4 chances efetivas de gol. O Internacional, mesmo mal, teve 2 e uma delas entrou. Será que podemos sonhar com dias melhores ? No primeiro tempo, tivemos aos 9 minutos, o primeiro chute a gol com Andrey que chutou fraco para a fácil defesa de Marcelo Lomba. Dois minutos depois, em cobrança de escanteio de Pikachu, o zagueiro Vitor Cuesta subiu com o cotovelo e acertou Leandro Castan. Pênalti não marcado. Aos 27 minutos, o primeiro chute com perigo: William Maranhão acerta um chute do meio da rua, no canto esquerdo de Lomba e este faz um portentosa defesa buscando o chute quase na linha para escanteio. E ficou nisso apenas.

No segundo tempo, o Vasco voltou mais animado para o segundo tempo. E aos 4 minutos, a primeira chance: lançamento de Andrey perfeito para Pikachu acertar um belo sem pulo e defesa sensacional de Marcelo Lomba. Aos 12 minutos, Thiago Galhardo entra no lugar de Fabrício que saiu cuspindo marimbondo para todos os lados. E 5 minutos depois, meio que cruzando meio que chutando, acertou a trave de Marcelo Lomba. Só que o Internacional resolveu agir para vencer e teve duas chances: uma já aos 31 minutos, com Jonathan Alvez que tinha entrado no lugar de Rossi para a primeira defesa de Martin Silva. E aos 39, o gol colorado: em uma das poucas falhas da dupla Werley/Castan que ganhou a maior parte das disputas contra o ataque deles, Wellington Silva chuta, Martin Silva rebate nos pés de Jonathan Alvez, no meio dos zagueiros, que não perdoa. A falha foi mais de Martin Silva que cometeu um erro de goleiro de pelada: rebater a bola para o meio da área, ao invés de rebater para o lado. E agora ? Depois de estarmos perto de vencer, com bola na trave e tudo, toma-se um gol a 6 minutos do fim. E quando tudo caminhava para uma derrota injusta, eis que o destino entra em ação: Kelvin faz uma jogada meio atabalhoada pela ponta direita e eis que Victor Cuesta resolve colocar a perna direita no caminho para derrubar Kelvin. Pênalti meio discutível e Max López dá números finais a partida.

Com isso, o Vasco foi salvo de uma derrota que seria injusta. O lado positivo é que somamos mais um ponto e agora faltam 10,11 pontos para escaparmos da Série B. Teremos um sequência dificil, tendo em vista esse último jogo. Mas não basta raça e dominar as partidas. É preciso competência para converter as chances criadas para as vitórias derradeiras que decidirão o futuro do clube na Série A.