Um jogo sonolento e o ato derradeiro da eleição 2017

Mais uma tarde para se esquecer. Mais uma vez, tal qual no jogo contra os mulambos, não jogamos nada mais uma vez e empatamos em 1 a 1 com o Vitória da Bahia no Maracanã. Não há dia em que o time de Zé Ricardo não cometa uma pixotada. Pixotadas que juntas, nos impediram de ficar com 6 pontos a mais, perfazendo 51 pontos e sonharmos com dias melhores. Mas pelo visto ainda não é bem assim. Ou não..

O jogo desta noite foi inoperante no sentido estrito da palavra. Diversos erros de paase, jogadas parando sempre nas defesas. Assim, poucas foram as chances nesse jogo. O Vasco teve 3 chances de gol, ao longo do jogo todo, contra 6, 7 do adversário. Algo está errado neste contexto. Mas ao falarmos deste jogo. queremos lembrar que foi um jogo destes para esquecermos, tamanha a pavorosidade dos passes errados e orientações fora do foco. Pois bem, para vermos este jogo, foi um jogo meio atípico. O primeiro gol, saiu aos 9 minutos. Nenê cobra falta da ponta esquerda e Breno sobe mais que a defesa baiana para fazermos 1 a 0 para o Gigante. Só que a partir daí, só deu Vitória. Com exceção de um chute de Mateus Vital, aos 14 minutos para uma boa defesa de Fernando Miguel e no segundo tempo, aos 24 minutos, uma tabela com Nenê com Andrés Rios em que este acertou a trave direita de Fernando Miguel. Fora isso, o Vitória dominou pelo menos 90% do jogo. Mas a pontaria do time baiano estava muito ruim, porque senão…No primeiro tempo, conforme mencionado, o Vasco só apareceu no gol de Breno e no chute de Mateus Vital. A partir dos 14 minutos do primeiro tempo, o Vitória foi presença constante em nossa defesa. No entanto, a rigor só teve dois lances de perigo real, um com Patrick e outro com Juninho, em boas defesas de Martin Silva. Neste último lance, o chute foi uma senhora bomba quase à queima-roupa. O Vitória esteve à vontade nesse tempo, porém desperdiçou inúmeros ataques. A verdade é essa.

No segundo tempo, o panorama permaneceu inalterado. O Vitória permaneceu dominando a partida e empilhando chances atrás de chances, porém com a pontaria descalibrada para nossa sorte. Mas sofremos um grande bombardeio com chutes de Patric, Trellez, Deivid, Kanu, Neilton. Mas aos 23 minutos do segundo tempo, tivemos uma chance de liquidar o sufoco em um bom contra-ataque, com Nenê aparecendo na área, que toca para Andrés Rios, que acerta a trave e na volta Nenê tenta a sobra, mas chega atrasado. E depois, o Vitória foi nos imprensando cada vez mais e perdeu boas chances com Kanu aos 29 minutos em cabeçada à queima-roupa, com defesaça de Martin Silva, Deivid aos 35 minutos, chutando por cima do gol; depois aos 43 minutos com André Lima. Mas aos 45 minutos, de tanto tentar, André Lima domina bem na pequena área, limpa um defensor contrário e fuzila Martin Silva, decretando a igualdade em 1 a 1. Um tragédia anunciada desde o primeiro minuto de jogo, pois o Vitória nos atacou desde que o jogo começou. Ainda perdemos nosso melhor jogador, hoje Anderson Martins e não Nenê e isso também contribuiu decisivamente para nossa insegurança defensiva que felizmente não foi aproveitada pelo adversário. Enfim, mais uma partida para ser esquecida.

Então, o torcedor se pergunta incauto: será que o Vasco tem chance para alcançar uma vaga na Libertadores ? Temos que ser realistas. Temos um time e elenco extremamente limitados. O Botafogo à nossa frente também tem. Só que temos um problema sério: jogamos de forma errada. A gente faz um gol e recua excessivamente para garantir o 1 a 0. Com isso, sofremos sem necessidade e perdemos pontos importantes como ontem, contra a Chape e contra o Coritiba. 8 pontos perdidos. Será que, jogando dessa forma a gente consegue derrotar São Paulo e Galo que são os jogos cruciais na disputa ? É preciso melhorar muito leitores; do contrário Libertadores não passará de uma decepção contumaz. Vamos ver o que as próximas rodadas nos dirão.

Com relação às eleições de 7 de novembro, o que esta coluna pode dizer é que o sócio tenha muita consciência na hora de votar. Pensem bem. A continuidade de quem está lá hoje não é o que o clube precisa. Não precisamos de mais bravatas como o respeito voltou, o maior reforço do Vasco sou eu, o Vasco sou eu ou enquanto o Vasco precisar de mim, eu não saio… Agradecemos ao senhor Miranda por ter sido um bom vice de futebol nas gestões de Antonio Soares Calçada. Porque como presidente, destruiu uma paixão de 15 milhões de torcedores. Não queremos um mandatário que briga com a imprensa, que produz frases de efeito para seus defensores walking deads ou seus eleitores do além. Basta! Chega! Fora Eurico e quem o defende! Não precisamos mais de vocês. E obrigado pelo serviço prestado na década de 90 que não cabe hoje. Que Horta ou Brant consigam a vitória no dia 7.

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