Ufa! Subimos! Finito.

Hoje foi uma tarde/noite de lágrimas, protesto e alívio no fim. O Vasco sofreu durante os 90 minutos tal como na parte final da Série B e venceu o franco atirador Ceará por 2 a 1. Em um jogo tenso para nós e que resultou até em agradecimentos ao Oeste de Itápolis nas cadeiras do Maracanã, quando o time perdia por 1 a 0 e o Oeste vencia o Náutico por 2 a 0. Por pouco escapamos do vexame de não subirmos. E subimos em terceiro, tal como em 2014.

O primeiro tempo simplesmente talvez tenha sido um dos espetáculos mais horripilantes dos últimos tempos. Simplesmente horrível. O Vasco atacou apenas duas vezes e foi inteiramente anulado pela marcação adiantada do time cearense. Com isso, sofremos vários ataques adversários. Martin Silva fez 2 grandes defesas, mas não pôde evitar o gol de Eduardo, aos 28 minutos, em chute de longa distância. E o que era pavoroso, se tornou um drama. E até o final do primeiro tempo, com 1 a 0 contra, a torcida veio abaixo e vaiou intensamente o time. Gritou Oeste, Oeste. Em 118 anos de vida, o Vasco estava perto de sofrer um vexame histórico, sendo que nesse mesmo intervalo houve confusão nas arquibancadas do setor leste inferior entre torcedores e a família Miranda, sendo xingada em coro uníssono.

Já quando começou o segundo tempo, a equipe veio com outra disposição. E bastaram apenas 4 minutos para o Vasco virar a partida com Thales. O empate veio aos 2 minutos e o gol da virada aos 4 minutos. O bastante para garantirmos o acesso. Enquanto isso, o Bahia perdia de 2 a 1 para o campeão Atlético Goianiense e o Avaí perdia de 1 a 0 para o Brasil de Pelotas. E o Vasco se classificando em segundo lugar. Mas pouco depois, o Avaí empatava e garantia o segundo lugar e o Vasco, o terceiro. Tomamos uma bola na trave, Martin Silva fez outras defesas. Mas prevaleceu o 2 a 1. Ao final, gritos de time sem vergonha e fora Eurico ecoaram pelo Maracanã. Foram 56.342 pessoas umas 55.000 cruzmaltinas. O torcedor fez a sua parte. Apoiou quando preciso.

No final a sensação é de alívio. Simplesmente não há o que comemorar. Os únicos pontos positivos foram o brilho de Thales, que fez os dois gols, e foi o grande responsável pela vitória, a correria de Eder Luiz, que acendeu o time e a torcida cruzmaltina, que demonstrou o seu gigantismo e embalou o time mesmo limitado e combalido. Agora é pensar em 2017, para montarmos um time de Série A para não fazermos novo vexame. A briga no intervalo entre a diretoria e torcida diz tudo. Vamos ver qual será a dessa diretoria daqui para frente. Espera-se que, diante do sofrimento que o time teve nessa parte final e da briga nas sociais na partida contra o Luverdense, enfim, haja alguma reação. Foram sintomas claros de falta de planejamento, o racha do elenco que até hoje não ficou claro quem brigou com quem. O fato é que corremos o risco de uma história de 118 anos ter mais uma mancha que ficaria indelével. Bom, neste momento, o sentimento é do fim de uma agonia e missão cumprida. Ponto.

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Ufa subimos! Mas agora é subir para nunca mais voltarmos a esse inferno. Ok família Miranda? Estamos de olho.