Tudo velho de novo

A surra de 4 a 0 para o Atlético Paranaense, pela 1a rodada do Campeonato Brasileiro, não devia nos espantar, infelizmente.

Pensando de forma pragmática, fomos jogar num campo que nos é eternamente hostil, contra um adversário que está bem na Libertadores. Um time bem treinado, comandado já há tempos por um mesmo técnico – que como o nosso, começou como interino. Entrosado, sabendo o que fazer com a bola, com a grande maioria dos jogadores estando no clube há mais de uma temporada, o Vasco era o adversário perfeito para ser atropelado pelo Atlético.

Apático, mal escalado – um vazio no meio-campo – o Vasco já perdia aos quatro do primeiro tempo. Os gols foram se sucedendo, todos com falhas inaceitáveis da defesa. Valladares escalou mais uma vez três beques, liderados por Werley, que teve atuação mais uma vez catastrófica para alguém tão experiente. O time simplesmente não andou.

Com a demissão tardia de Valentim, o Vasco efetivamente jogou no lixo toda a pré-temporada feita durante o Carioca. Ficou para o Brasileiro, mais uma vez dividido em duas partes, a remontagem de um time que se perdeu sob o “comando” do técnico anterior. A Copa América, a ser disputada aqui no Brasil, vai interromper o campeonato agora, na sétima rodada. Então, como no ano passado, teremos um mini-campeonato, de tiro curto, e uma longa pausa. É rezar para que consigamos melhorar a jato nessas rodadas para que o campeonato não recomece conosco em colocação tão terrível…

O que sobrou do carioca? Marrony. Ricardo Graça, que voltou muito bem. E agora, o goleiro de 19 anos Alexander, que não teve culpa na hecatombe da Arena da Baixada.

Estamos cheios de contundidos. O plantel inchado por jogadores com contusões sucessivas. Bruno César e outros fora de forma há três meses. Até quando? Quem responde pela saúde física e clínica desses jogadores?

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Rápido off-topic: Antes de se contratar um craque, se contrata o homem. O ambiente de um grupo (empresa, amigos, time de futebol) pode ser contaminado por um elemento que destoe do todo. O torcedor agredido por Neymar pode ter falado a pior das barbaridades, que ainda assim é inadmissível a atitude do brasileiro. Jogadores de futebol como ele recebem fortunas absurdas não só para jogar bola, mas para serem embaixadores de um clube, de uma marca, e serem ídolos de crianças mundo afora. Minha filhinha de 9 anos o tem em alta conta, gosta de vê-lo jogar, apesar das minhas críticas. Como ficam as crianças com uma atitude dessas? O que leva um cidadão que recebe milhões e milhões a socar um popular?

A pergunta pior é: será que por trás dessa ação está uma forçação de barra para deixar o clube? A seguir cenas…

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Todos a São Januário quarta-feira. O time já precisa de apoio, não de vaias.