Tirando a poeira

Tem horas na vida da gente em que as coisas literalmente saem de prumo e você é forçado a dar uma parada.

Estamos de volta pra sacudir a poeira do Panorama. Vamos à luta.

Resultado fundamental a vitória da Vasco sobre a Portuguesa no Canindé. Todas as nossas grandes conquistas parecem ter de passar por jogos difíceis naquele estádio. Mais uma vez jogamos um primeiro tempo direito, fizemos um gol e… paramos de jogar. Corremos um tremendo risco contra o então lanterna do campeonato de largar mais dois pontos decisivos contra um time horroroso, que veio pra dentro do campo do Vasco por causa da nossa postura.

Não acredito que tal atitude tenha vindo de um comando do banco. Joel não seria louco de recuar o time daquele jeito. Maior prova disso é que em momento algum tirou atacantes pra colocar gente pra marcar. Trocou Lucas Crispim, que vinha mal, por Maxi Rodriguez, que foi mal e só colocou Dakson e John Cley (seja lá como este nome se escreva) já no fim do jogo, pra gastar tempo.

Conversando com o tricolor Andel após o jogo, chegamos à conclusão de que esse é um mal que acomete o futebol brasileiro. O Fluminense fez o mesmo contra o poderosíssimo Bahia, no jogo de sábado no Mané Garrincha. Se encolheu e permitiu que o adversário, também brigando pra não cair, viesse pra cima e cruzasse centas bolas na área do Fluminense. Tantas que uma acabou entrando. Igualzinho o Vasco.

O destaque do jogo foi nosso novo goleiro. Jordy, curiosamente fantasiado de uruguaio, fez um partidaço, quase estragado por um lance bizarro em que quase pôs a bola pra dentro de seu gol. Feita a cagada, córner pro adversário, pediu desculpas, ajeitou as luvas e voltou pro gol como se nada houvesse ocorrido. Aparentemente sua grande virtude é a de não ser um goleiro passivo. Aproveitando de sua altura, saiu pra cortar de soco a grande maioria dos córneres batidos em sua área – o que é um milagre vindo de alguém treinado por Carlos Germano que, excelente debaixo dos paus, tinha verdadeiro horror a sair pra cortar cruzamentos. Voltando ao Jordy, sua maior defesa foi feita numa bola infantilmente perdida no meio campo que foi lançada para o atacante da Portuguesa completamente livre, já na entrada da área. Jordy saiu com tudo pra cima da jogada, fechando o ângulo do atacante muito antes do esperado. Com isso, conseguiu fazer uma defesa que pareceu simples, pois não foi uma grande ponte dessas pra quadro na parede de casa. Salvou o time. Temos goleiro pra dez anos.

futurro

O futurro a Deus pertence!

Estamos há alguns meses esperando a saída da Penalty do Vasco. Ninguém aguentava mais. E todos já sabíamos que a Umbro seria a fornecedora de material há alguns meses… Pois bem, gostaria de saber o que justifica que os jogadores usassem ontem, segunda partida vestindo o fardamento do novo fornecedor, material da Penalty por baixo da nova camisa. Pior que isso, Joel comandou o time vestindo um agasalho da Adidas.

Certamente Joel Santana não deixou de vestir o uniforme do clube para colocar um casaco do concorrente.

E ai eu pergunto: Não deu tempo, nesses dois ou três meses, de dona Umbro desenvolver um agasalho pro time? Será que vamos eternamente ser um time maltrapilho? Ou a Umbro achou que já estaria calor e não precisava de agasalho? Veremos nas próximas partidas.

Bem-vindos de volta!

abraços

Zeh

Fotos: site Umbro Brasil