Thales

Todos os dias, o mundo nos mostra que nossa passagem por aqui é efêmera e que ela pode se encerrar a qualquer segundo. Os vascaínos amanheceram com a notícia da morte de Thales, aos 24 anos, cria do clube, embora atualmente emprestado à Ponte Preta.

Centroavante raiz, forte, bom finalizador, convocado para seleções de base, sua carreira se encerra de forma abrupta certamente muito aquém daquilo que poderia ter sido por causa de fatores extra campo.

Foi fundamental para que escapássemos da série b em 2016, seu melhor momento no Vasco. Depois, não mais se firmou.

Passou a lutar (E perder a luta) com a balança. Enfureceu a torcida, até sair emprestado. Atuou até no Japão, mas não reencontrou o sucesso do início da carreira.

Morreu num acidente de moto, as 6 da manhã, voltando de um baile. Deixa quatro filhos. O Vasco nunca se desfez de seu vínculo.

Thales se junta a Daniel Gonzáles, Dener e Clebson, todos mortos em acidentes automobilísticos. Clebson morreu voltando pra casa, no dia 22 de junho de 2001. Exatos dezoito anos.

Que Deus conforte a família de Thales e que sua morte (mais uma!) precoce sirva de reflexão para cada um de nós.

Estamos fazendo nossa vida valer a pena? Estamos cumprindo nosso papel aqui nessa terra?

Muito triste ver um talento ir embora dessa forma.