Temos um time (campeão)

Vitória incontestável.

Ganhamos dos três grandes. Quebramos os tabus verdadeiros e os fabricados. Ganhamos do Flamengo na semifinal. Ganhamos as duas partidas do Botafogo, de quem nunca havíamos ganho em finais. Liquidamos a gracinha do vice.

Fez muito bem a Martin Silva aquela bola parada na água no jogo contra o Flamengo. Desde o erro primário, virou uma parede e fechou o gol. Uma besteira daquele porte pode destruir mentalmente um goleiro. Não foi o que aconteceu. Suas atuações cresceram junto com o time.

Temos hoje quatro beques em condição de atuar. Rodrigo e Luan têm as sombras de Anderson Sales e Douglas Silva. Ambos já foram titulares do time em outras ocasiões.

Madson será, em alguns meses, jogador de seleção brasileira. É disparado o melhor lateral direito em ação no Brasil.

A principal contratação do time pra temporada, Dagoberto, ainda está começando a entrar em forma. Já deu pra ver que será muito útil no brasileiro.

Julio dos Santos achou seu lugar em campo. Tomou conta da camisa sete e ponto.

Gilberto é um inacreditável achado. Raçudo, forte, incomoda a defesa adversária o tempo inteiro, chuta bem com os dois pés. Carismático. A cara do Vasco.

Rafael Silva soube dar a volta por cima e premiou a fé e persistência de Doriva no seu comandado no Ituano. Tem participação fundamental no título, pelos gols e pela luta.

Bernardo, mesmo com sua sua inconsistência psicológica, pode ser muito útil neste ano, como foi durante o campeonato.

Acho que Thales já deve ter percebido que perdeu seu espaço. Enquanto Rafael Silva cresceu e conquistou seu lugar em campo, Thales, com suas atuações pífias e sua marra, foi ficando esquecido, sentado no banco. Doriva cometeu um de seus pouquíssimos erros no campeonato ao colocá-lo em campo no primeiro jogo contra o Botafogo. Nulo, sem conseguir reter a bola na frente, colocou em risco o resultado da partida. Após sua entrada, o Botafogo veio pra cima, colocou bola na trave e não ganhou porque Papai do Céu não quis. Tomara que volte a colocar a cabeça no lugar.

Por último, os dois destaques: Não deve ser mole ter a imprensa inteira o chamando de violento o tempo inteiro injustamente. Calou a boca dos críticos. Jogou bola. Guiñazu teve quatro atuações de gala nestas finais. Levou uma entrada violentíssima de Marcelo Cirino no primeiro jogo contra o Flamengo. Não revidou. Fez pouquíssimas faltas. Marcou o tempo inteiro. Correu o tempo inteiro. Ninguém mereceu mais a taça que ele.

E Doriva. Desafio qualquer vascaíno a se lembrar de quando foi a última vez que viu o Vasco desfilar em campo sabendo o que fazer com a bola. Ontem o time quase marcou um gol numa jogada bem ensaiada numa falta. Coisa impensável com os professores doutores que passaram por São Januário nos últimos tempos. Doriva foi a melhor contratação da temporada. O maior dos acertos.

Temos um time.

Com alguns reforços, o time está pronto para o brasileiro. Ao contrário do que dizem. Em algumas semanas, com algumas vitórias, os mesmos críticos que diziam que o Vasco é fraco e candidato ao rebaixamento mudarão de opinião e começarão a incensar o time. Não há em São Januário nada aquém do que há espalhado nos tidos como melhores times do Brasil no momento. Atlético Mineiro, Corinthians, Cruzeiro e Internacional parecem um pouco adiante. Será?

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Éder Luis é uma incógnita. Nosso lateral esquerdo atual, Cristiano, é o ponto fraco do time, ou seja, Julio Cesar deve ser útil. Diguinho fez seu melhor campeonato neste último ano pelo Fluminense – isso dito por tricolores.

São bons reforços.

Será que conseguimos alguém pra contratar Montoya? E Thales, será que uma temporada de empréstimo sem passe fixado por ai afora não faria bem?

Semana que vem começamos a ver.

Parabéns, campeões!