Temos um técnico

Estava com muita saudade de ver o Vasco jogar. Já havia visto várias partidas pandêmicas, mas faltava o Vasco. Acho que isso define o amor… Adoro futebol, mas o amor mesmo é pelo Vasco, ainda mais quando bem vestido, com o novo uniforme da Kappa. Ok, sinto muita falta da faixa diagonal nas costas, mas não se pode ganhar todas…

Na estréia, 2 a 0  contra o Sport, Felipe Bastos teve uma atuação beirando o inacreditável, acertando praticamente tudo o que fez em campo. O time jogou direitinho, com atuações também destacadas de Benitez e Pec, que foram muito bem, tanto ofensiva quanto defensivamente.

Mas de tudo o que se viu em campo na quinta passada, o mais promissor era uma organização tática há muito não vista em São Januário. Ramon conseguiu montar o time defensivamente, prendendo o eternamente inoperante Henrique como um terceiro zagueiro e soltando Pikachu pela direita. Pikachu, que não foi bem no primeiro jogo, saiu contundido e deve passar um mês fora, abrindo espaço para Caio Tenório, mais um cria do Vasco. Meio time (Caio Tenório, Ricardo Graça, Henrique, Bruno Gomes, Gabriel Pec e Talles) foi feito em casa. E Ramon já chamou para o time de cima mais quatro jogadores, dentre os quais João Pedro, que eu daqui de casa aguardo há muito tempo…

Ramon representa um momento muito vencedor da nossa história. E eu espero que ele, além de montar o time – o que parece já estar fazendo – traga de volta para São Januário essa mentalidade vencedora. Não há, no futebol brasileiro, nenhum time imbatível. Há, sim, um tremendo equilíbrio entre muitas equipes e um enorme perde e ganha. Qualquer time razoavelmente bem treinado e que mantenha um nível de atuações vai conseguir se destacar neste cenário.

Mas para isso, é preciso parar de pensar em apenas escapar de rebaixamentos e de fica naquela água de salsicha. É preciso acreditar que se pode fazer algo mais. Que é possível atingir o mais alto. Não se trata de ilusão, mas de mentalidade. De acreditar que trabalhando sério, se consegue. O impossível só é impossível para quem não acredita.

Temos um bom goleiro, uma dupla de zaga (fora de forma, não jogaram bem na estréia) que é uma das melhores do Brasil, um meio campo com opções, um matador na frente e uma das maiores promessas do futebol brasileiro. É preciso acreditar que dá pra tirar algo de bom desse quadro.

Não se trata de ufanismo ou imaginação fértil.

Enfim, hoje, contra o São Paulo, um time contra o qual sempre fomos bem, vamos ver se o time rende o que rendeu na quinta feira e ratifica o que eu afirmei aqui. Ou se os mensageiros do apocalipse vão ter material para dizer que faltam 43 pontos para escaparmos do rebaixamento.

Afinal, eu sou um otimista!