Tem Bruno em campo

bruno veterano moreno

Caros leitores,

Primeiramente, um bom dia a todos. Sou Bruno Moreno, carioca, 32 anos, casado, sem filhos e na verdade o que mais importa: vascaíno fervoroso e viciado no esporte bretão.

Nesse primeiro contato com vocês, gostaria de relatar o início e a forma pela qual cheguei ao meu amor incondicional pelo Gigante da Colina.

Como a maioria das crianças, fui sim influenciado (muito bem, por sinal) por um parente; no caso, meu tio/padrinho Luis Wallace, outro vascaíno fervoroso.

À memória, me vem mais claramente a lembrança do timaço de 88, que contava com Dinamite, Romário, Geovani (saudade), Willian, Zé do Carmo, Bismarck, Mazinho, Marco Aurélio, Acácio, Vivinho entre outros. Naquele ano vi meu primeiro título, o Carioca de Cocada.

Entre as maiores lembranças da minha infância está justamente o primeiro título nacional que presenciei: o Campeonato Brasileiro de 89, um time que a escalação não sai da ponta da língua até hoje. Aquele gol do Sorato fez definitivamente meu coração ser cruzmaltino. Não me lembro o motivo de não poder descer do apartamento onde eu morava, na Rua André Cavalcante, no Centro do Rio, mas ficava na janela admirando os fogos de artifício.

O começo da minha adolescência foi fenomenal, pois acompanhava tudo de futebol e de Vasco, comprava tudo, de camisas a cadernos, de agendas a bandeiras, e um tricampeonato carioca veio de brinde.

O Vasco contava com uma categoria de base forte, o que nos fazia sentir mais orgulhosos, inclusive, cedendo jogadores à Seleção Olímpica. Grandes nomes se destacavam como Yan, Gian, Bruno Carvalho e Jardel. Uma dupla de zaga de respeito: “a Torre” Alexandre e “a Rocha” Ricardo, um Leandro Ávila (ganhou sobrenome na mulambada) firme e de ótimo passe, o lateral direito era cotado para a Seleção Principal (Pimentel), o grande Carlos Germano, Valdir, França, Cassio, Carlos Alberto Dias etc.

Nesse período acompanhamos o nascimento de um ídolo (Ahhh: é  Edmundo!) e morte de um (Denner). Coincidentemente, ambos aniversariam no mesmo dia: 02 de Abril de 1971.

Edmundo que merece (e terá) um texto a parte, surgiu como um meteoro e partiu como um foguete. Lembro muito bem dele em jogos contra Corinthians e Flamengo, onde teve uma atuação de gala. Não lembro muito de sua saída; porém, recordo perfeitamente do timaço montado pelo Palmeiras, onde ele figurava.

Fui ao estádio pela primeira vez somente com 15 anos: um Vasco x Portuguesa em São Janu, Edmundo descendo de helicóptero, Vascão 2 a 1. Mal sabíamos o que ano seguinte seria fantástico.

Em contrapartida em um ano de perdas significativas, perdemos o superestimado Denner. Antes que me taquem pedras, sim tenho consciência do talento para o drible que o mesmo possuía, mas é inegável que sua morte o elevou a patamares que não condizem com o que o mesmo já havia realizado.

Há de se lembrar que Denner já não era nenhum garoto (23 anos recém completados) e vinha de um empréstimo por um clube grande.  Para efeitos de comparação, Edmundo, citado acima pelo autor, nesse mesmo tempo, já havia conquistados títulos regionais e nacionais. Ronaldo Salame, então com 17 anos, iria terminar o ano como tetracampeão do mundo.  Denner era exímio driblador, porém não era nem mediano nos passes e conclusões, possuindo cerca de 50 gols em três anos de profissionais. Além de ter pego uma geração de jogadores que eram bem mais completos que ele.

Por fim, pessoal, esse foi um breve bate-papo sobre a minha inicialização na torcida cruzmaltina; logo falaremos mais de Vasco, futebol nacional, internacional e Copa do Mundo também.

Nos lemos em breve.