Sport 1 x 1 Vasco

Os não-vascaínos que dedicaram uma hora e meia da sua vida para assistir ao jogo de ontem do Vasco na Ilha do Retiro certamente não se arrependeram. Foi um bom jogo.

Já os vascaínos, certamente se aborreceram.

Com 20 minutos de jogo, Diego Souza nos deu de presente a própria expulsão, dando um piti inaceitável para um jogador de seleção brasileira. Foi corretamente expulso, dando a parecer que a tarefa do Vasco se tornaria mais simples.

Doce ilusão. O Sport fez uma partida briosa, com seus jogadores disputando um prato de comida a cada bola. Demonstrando um preparo físico inacreditável, pressionaram o Vasco nos 90 minutos. Não deram um segundo de trégua. Enquanto isso, o Vasco jogava de forma indolente. Errava passes, perdia gols… Nenê dava passes de letra. Anderson Martins distribuia esporros, inclusive em Nenê, que não cumpria seu papel, que deveria ser o de acalmar o jogo, distribuir bolas, cansar o Sport. Nada disso. A bola voltava pra zaga, que dava chutões… E a bola voltava a rondar o gol do Vasco. Até que André empatou o jogo, num lance em que Breno ficou assistindo o bonde da história passar à sua frente.

Raiva e ódio são excelentes combustíveis para uma partida. Certamente André tem ressentimentos com o Vasco e sua torcida. Não se criou em São Januário. A atuação soberba e enfurecida de ontem jamais foi vista pelo vascaínos enquanto jogou pela gente. Foi peça fundamental na partida de ontem.

O gol tomado, já perto do final da partida, fez o time acordar e, tarde demais, pressionar o Sport. Jogamos dois pontos no lixo, pelas circunstâncias do jogo. O Sport merecia ter ganho a partida, pelo esforço que fez.

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No meio do segundo tempo, Sandro Meira Ricci marca um pênalti estapafúrdio de Anderson Martins, que chega a colocar o braço inteiro para trás do corpo para que este não tocasse a bola. Confusão formada, a história se repete. O bandeira posicionado no outro lado do campo, a léguas de distância da jogada, porém o mais próximo das equipes de tv, chama o juiz e avisa do erro da marcação. Sandro voltou atrás para fúria da Ilha do Retiro.

O nosso futuro presidente Kiko rapidamente veio me questionar se eu aprovava o ocorrido, já que, contra o Flamengo, me apressei em sentar o pau quando o juiz voltou atrás, avisado (naquele caso) pelo Divino Espírito Santo, que, descendo dos céus em forma de pomba, avisou o árbitro de sua incorreção contra o mais querido.

Não. Não concordo de forma alguma com interferências externas. Isso é um completo absurdo que ontem se repetiu uma vez mais, acredito, com o intuito de se criar mais um fato para permitir essa sandice que será a arbitragem por vídeo. Sou e sempre serei radicalmente contra o uso dessa tecnologia no futebol. Podem me chamar de retrógrado, velho, conservador, Zé, o cacete que for. Acho que isso só servirá para favorecer ainda mais àqueles já favorecidos. Mas isso, infelizmente, só o tempo dirá, pois acho que essa mudança abominável é inevitável. Tem muita grana envolvida na montagem desse serviço.

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Resumo de ontem: pra mim, é inaceitável que um time do Vasco – qualquer time do Vasco – seja suplantado por um adversário no sangue, na vontade. Isso não pode acontecer. E isso não é culpa do técnico. Zé Ricardo, pra mim, se portou muito bem ontem. Nenê, Matheus Vital – em rara noite ruim – Madson e Breno é que não deram conta do recado.

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