Sofrido, mas na final

Foi um enredo dramático: adversário duro, time com problemas internos, atrasos salariais, desfalque de um dos pilares da equipe. Mas com todas as adversidades e crises deflagradas, vencemos o bom e valoroso time do Bangu por 2 a 1 e chegamos a mais uma final de Carioca. Se levaremos o caneco ou não é outra estória. Mas estamos na final e é hora de dar o sprint final para chegarmos ao topo.

Foi uma tarde difícil para os cruzmaltinos. Ao contrário de outros jogos, o Bangu surpreendeu e usou marcação alta desde nosso campo de defesa. Com isso, até nossa saída de bola era bem dificultada. Com isso, o time cruzmaltino não teve uma chance sequer de gol. O Bangu teve todas as chances e só não abriu o placar, porque Fernando Miguel fez duas boas defesas e Ricardo Graça salvou um gol. Aos 13, Yaya Banhoro chutou e Fernando Miguel defendeu; aos 28, João Lucas chutou e Ricardo Graça pôs o pé e desviou a escanteio; e aos 38 outra jogada perigosa, dessa vez com Felipe Dias e grande defesa de Fernando Miguel, a defesa do jogo. O Bangu criou outras chances, mas nada que assustasse nossa defesa, que não essas 3 que foram cristalinas. Passamos incólumes à pressão alvirrubra.

No segundo tempo, o Vasco veio com uma postura mais agressiva e logo aos 7 minutos, abre o placar: escanteio cobrado com perfeição por Danilo Barcelos, Ricardo Graça cabeceia com estilo e Lucas Mineiro é agarrado pela camisa no lance. No primeiro momento, o arbitro não percebe; mas o VAR o alerta e aí ele marca corretamente a infração. Bruno César cobra forte, no canto e inapelável. Com o gol, o jogo fica aberto e novamente outro escanteio, aos 10 minutos e novamente Ricardo Graça cabeceia para defesa de Jefferson Paulino. Mas após o lance, um contra-ataque de almanaque: Jefferson Paulino dá um passe de ombro perfeito para Jairinho, livre na ponta esquerda; este toca para Dieyson que cruza na medida para Yaya Banhoro empatar aos 11 minutos. Ou seja, uma aula para AV, de como contra-atacar com rapidez e poucos toques na bola. Mas aos 14, o gol da classificação: Yan Sasse,q ue entrou sob vaias da torcida, cortou para dentro vindo da direita e chutou no ângulo, sem chances para Paulino. Belo gol, 2 a 1 e números finais da partida. Após o gol, o Vasco cresceu na partida e teve chances de ampliar com Sasse e Lucas Santos, mas parou por aí.

A verdade é que não jogamos bem, fomos dominados no primeiro tempo, fizemos o necessário nos primeiros 15 minutos do segundo tempo e vencemos. Mas na final contra o urubu, precisaremos mais do que um brilhareco de 15 minutos. Se AV se propõe a colocar um time com marcação alta e matar o jogo em contra-ataques rápidos, reveja este jogo. Veja o gol do Bangu. É por aí que se joga nesse tipo de proposta. Temos quarta o jogo de nossa vida no ano, contra o Avaí na Ressacada. Cariocas, podemos deixar para 2020. Afinal o que é melhor: ganhar até 72 milhões na CB ou 3 milhões de reais no campeonato da FERJ ? Para se refletir…