Sobrevivemos ao Paraná

Ganhamos do poderoso Paraná por um a zero, com a graça de Deus e a ajuda de Nossa Senhora, porque a coisa estava ficando verdadeiramente preta. Foi disparado a melhor atuação do Vasco nos últimos, sei lá, dez jogos.

E eu credito esse milagre à volta do Douglas, que junto com o William – que corre até morrer de cãimbras – marcam atrás de forma infinitamente melhor que o maravilhoso Diguinho e sua tattoo de Fé no pescoço.

Fé que ele vai embora.

Pra variar, o Vasco demorou um tempaço para conseguir fazer o gol. Os dois personagens acima tiveram participação importante nisso. No primeiro tempo, o Vasco martelou, martelou e não abriu o placar. A melhor chance veio nos pés de Douglas. Chute de Junior Dutra. O goleiro bate roupa e larga quicando na pequena área. Douglas, sozinho, ele, a bola e… o céu. Perdoável. Meninice.

O pior momento nos pés de William, que por muito pouco não pôs o ano a perder ao atrasar de forma bizarra uma bola nos pés do atacante do Paraná, já no segundo tempo, enquanto ainda estava zero a zero. São Martin Silva se redimiu das falhas do jogo passado e fez mais um dos seus costumeiros milagres.

Primeiro tempo, olhava pra TV e via aquela chuteira verde neon horrorosa e tinha sonhos de que o Luisão tinha voltado! Mas era só olhar com atenção e eu via o Junior Dutra. Pelo amor de Deus, o que é Junior Dutra?

E ai, no meio do segundo tempo, numa bola gorda cruzada, o beque do Paraná falha bisonhamente e o Thales domina e finaliza com tremenda classe no canto, longe do goleiro, que só pode assistir. Comemoro aliviado.

O jogador tira a camisa e manda a tudo e todos tomarem no fiofó. Duas vezes.

Futebol é mesmo uma coisa curiosa. O cara ganha um salário que 99,99% da população do mundo não verá em sua vida, se permite ficar fora de forma, não joga rigorosamente nada e ainda se acha no direito de mandar tomar a quem torce por ele.

O ano passou e ele definitivamente não aprendeu as lições do campeonato carioca. Já passou da hora de ser vendido. Fora do meu Vasco.

Cadê o PiKachu? Até quando Madson?

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O Atlético Goianiense também ganhou, fora de casa, do Criciúma, à noite. Nos últimos cinco jogos ganhamos dois e empatamos três. Quarta feira encaramos o Avaí, enquanto o rival só joga na sexta, quando vai a Recife encarar o Náutico, que briga pra subir.

Que tudo isso acabe logo.

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A foto da coluna era pra ser do autor do gol, mas eu resolvi não dar cartaz para este bobalhão. Vai uma obra do Mondrian, que é a inspiração para as arquibancadas do (lindo) estádio de Cariacica.