Só o começo

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Ano vai, ano vem e a discussão sobre a transmissão dos jogos de futebol no Brasil fica na mesma situação. A platinada paga o mundo pra um time paulista e um time carioca sob a alegação de retorno de marketing. Que eles tem mais torcidas. E claro, a teoria de favorecimento nas competições para esses dois times. Enquanto isso, os demais ficam a ver navios. Mas essa semana uma luz no túnel surgiu no Paraná.

O Atlético Paranaense se desligou do contrato com a Rede Globo e assinou um vultoso valor para ter seus jogos transmitidos pelo Esporte Interativo. O Bahia provavelmente deve seguir o mesmo caminho. Segundo fontes online, o retorno financeiro é de aproximadamente NOVE VEZES MAIOR do que é pago antes pela emissora da tv aberta.

Vaco da Gama, assim como alguns cariocas e demais times pelo país não se manifestaram pela mudança, embora a procura tenha sido feita. O assunto vai muito além do que se paga para cada um deles. Trata-se de legitimação, de ver saídas pelos flancos e fim de monopólio. Pode, à curto prazo ficar ruim para o lado do torcedor que não tem como pagar por um serviço de assinatura de tv. Mas isso nunca impediu da galera se juntar em quem tem uma boa tv e um pacote à cabo para assistir os jogos. Nunca impediu os bares de lotarem e gerarem mais um troco em cervejas e petiscos com as torcidas vendo as transmissões.

O mais importante é ver os times em pé de igualdade. De que cada um tem torcidas apaixonadas e por isso merecem respeito. Muito respeito. E tudo isso é só o começo, só a ponta do iceberg. Ver em qual parte da linha de interesses vai arrebentar primeiro.

Nós, torcedores, que fiquemos de olho.