Será que subiremos….

E 2014 se repete. Mas com uma pequena diferença: há dois anos atrás, conseguimos o acesso na antepenúltima rodada no Maracanã, com uma vitória de 1 a 0 sobre o poderoso Icasa. E agora enfrentaremos o poderoso Ceará na última rodada. A derrota de hoje de 1 a 0 para o Criciúma foi de doer o cangote. Parecia uma pelada de fim de ano, o Vasco andando em campo, errando passes em profusão. Simplesmente melancólico. Parece que o time não quer subir.

No primeiro tempo, precisando da vitória, o Vasco tentava atacar e sofria a marcação adiantada do adversário. E mal conseguia sair dessa marcação. A rigor, apenas duas chances: uma com Andrezinho cobrando falta na trave; e perto do final do primeiro tempo, em cruzamento de Douglas Luiz, Thalles atrasa a bola para o goleiro Luiz.

No segundo tempo, começamos pior ainda do que no primeiro tempo. E disso se aproveitou o Criciúma para pressionar. No primeiro tempo tiveram uma boa chance em que Martin Silva defendeu. Mas nos primeiros quinze minutos, o lance que decidiria a partida. Diguinho erra a saída de bola, perde para Roberto e é obrigado a derrubar o atacante dentro da área: pênalti! O próprio Roberto cobra com categoria deslocando Martin Silva: Criciúma 1 a 0. E depois do gol, o Vasco resolve tentar jogar algum futebol. Pressiona mais, obriga Luiz a algumas defesas, bota bola no travessão, ou seja, pressiona, mas a bola não entra. E a derrota poderia ter um requinte maior de crueldade, se Martin Silva não defendesse uma cobrança de pênalti, surgida em um contra-ataque, no qual Luan foi obrigado a fazer pênalti no atacante do Criciúma a acabou expulso. E assim, o Vasco fica sem o seu melhor zagueiro, embora Luan esteja muito mal ultimamente. E agora, precisaremos derrotar o Ceará no sábado para subirmos. E para fechar a tarde lamentável de hoje, o professor Pardal inventou Pikachu na lateral esquerda. Tomou um vareio por lá, teve que fazer algumas faltas para parar os adversários. Com esse time completamente perdido, psicologicamente e fisicamente fragilizado, não sabemos como será contra o Ceará na última rodada.

Será muita reza e muito sofrimento. O sofrimento não para senhores. Agora é tudo ou nada. Muitos erros internos, picuinhas internas, política. Tudo isso derruba o Vasco. Desde que Antonio Soares Calçada deixou o clube em 2001, o Vasco nunca mais foi o mesmo. O clube para voltar a ser o que sempre foi precisa de um nome que una o clube. Unido e forte, o Vasco torna-se quase imbatível. Mas dividido torna-se um clube qualquer. Reflitam leitores.

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Em um simples exercício matemático, a seguinte análise:

analisando todas as possibilidades: chances do Vasco, 77%, Náutico 23%.

Resumindo os cenários, Vasco sobe se: vencer e Náutico vencer, empatar ou perder. Se empatar e Náutico empatar ou perder. E se perder e o Náutico perder. 7 possibilidades em 9. Mas com o Náutico vencendo, temos:
Náutico vence e Vasco empata, Náutico sobe. Náutico vence e Vasco perde, Náutico sobe. E Vasco vence e Náutico vence. Vasco sobe. Das três situações elencadas, em duas o Náutico sobe. Ou seja, 66% para o Náutico, 34% para o Vasco.

Portanto, é bom o Vasco vencer sua partida. Ponto.