Sem inspiração, mas vivos na Copa do Brasil

Se pudermos encontrar a melhor definição sobre o jogo de ontem entre o Vila Nova e o Vasco, talvez o termo truncado, sem inspiração, seja o melhor. Um jogo com entradas ríspidas de ambos os lados, poucas jogadas plásticas e briga incessante pela bola. Foi um garrancho, como diz o programa É GOL, da defesa colorada que definiu o jogo. Ainda bem, a nosso favor. Agradecemos o 2 a 1 entregue a nós pelo adversário.

No primeiro tempo, o Vasco que começou com a posse da bola, mas pouca objetividade, sem chegar ao gol adversário. Até que, em uma das poucas boas jogadas da partida, Henrique tabela com Kelvin, este devolve a Henrique que cruza rasteiro, no pé de Thalles, que acerta um chute de rara felicidade, de primeira. Belo gol. Isso, por volta dos 18 minutos. Depois disso, o Vasco se fecha, aceita a marcação adversária e o Vila Nova toma conta do jogo. Assim, em um primeiro momento de pressão, Luan faz falta em Wallyson na entrada da área. O próprio Wallyson cobra para a primeira defesa de Martin Silva no jogo. Ao se aproximar o final da primeira etapa, o pior acontece: tentativa de cruzamento pela esquerda de ataque do Vila Nova, Gilberto abre o braço e desvia a bola: pênalti. É bom lembrar que este lance é interpretativo; Gilberto não abriu deliberadamente o braço para impedir o cruzamento; só que o problema é que seu braço desvia a trajetória, mesmo sem intenção. E aí, Wallyson cobra e empata o jogo: 1 a 1.

No segundo tempo, o jogo ficou muito mais pegado, truncado. O Vila Nova tem mais posse de bola, mas sem objetividade alguma. Muitas faltas, jogo constantemente pipocado. E o Vila não consegue transformar sua posse de bola em chances concretas de gol. O Vasco passa a jogar no contra ataque, mas errando muitos passes. Gilberto começa a enfrentar dificuldades depois do pênalti, tanto na marcação quanto no apoio e é substituído por Pikachu. Minutos depois, Cristóvão tira o inoperante Andrezinho (entrou em campo?) e coloca Escudero. A entrada de Pikachu melhora a saída de bola pela direita e começam a surgir algumas jogadas. Douglas tenta jogadas no meio, mas carrega demais a bola. Mesmo assim protagoniza bons momentos. Em uma jogada pelo lado direito de seu ataque o Vila Nova consegue através de Moisés um chute a gol, com boa defesa de Martin Silva, o único ataque que o Vila Nova conseguiu fazer efetivamente. Tudo caminhava para o 1 a 1, até que, aos 42 minutos, jogada de Guilherme Costa que abre para Thalles na ponta esquerda. Este cruza para a área, o zagueiro Brunão tenta cortar o cruzamento, mas dá um belo passe para Wagner empurrar para as redes, com o gol praticamente vazio: Vasco 2 a 1. Alívio para a nau cruzmaltina, ante a uma partida arrastada e que caminhava para um melancólico empate. Ufa! Obrigado Brunão.

Olhando pelo lado da evolução da equipe, viu-se algum progresso na posse de bola. Ainda que ontem não tenha sido uma partida brilhante, na defesa, o Vasco se portou um pouco melhor. Boas atuações de Martin Silva e da dupla de zaga, embora Luan tenha abusado muito dos chutões, o que não é uma característica sua. Mesmo assim, ganhou a maioria dos lances. Mas o melhor da defesa ontem foi o lateral-esquerdo Henrique. Boa participação ofensiva, com participação direta no primeiro gol, em que cruzou para Thalles. Gilberto destoou do resto da defesa, não esteve bem, cometeu o pênalti. No meio campo, Douglas comandou as ações. Em alguns momentos, prendeu a bola em demasia; mesmo assim fez bons passes e boas jogadas. O destaque do time ontem foi Thalles. Além do belo gol, fez o cruzamento que gerou o segundo gol, na falha bisonha do zagueiro adversário. No final, o importante é que vencemos e passamos de fase na CB. Que venha o Vitória da Bahia.