Se errar é humano, então agora vale tudo? Pode isso, Arnaldo?

Dizem que não existem coincidências e que nada acontece por acaso, esta é uma crença baseada em convicções religiosas ou simplesmente na certeza de que o destino já estaria escrito desde sempre…

Não posso afirmar uma coisa ou outra mas coincidência ou não, o fato é que tive a oportunidade de visitar a FFERJ na quarta (12FEV2014) que antecedeu Vasco X mulambada.

Na ocasião pudemos visitar, conhecer setores e conversar com funcionários e gestores sobre o funcionamento da FFERJ. Por fim, conversamos diretamente com duas figuras emblemáticas da Federação, o Presidente da Comissão de Arbitragem de Futebol do Rio de Janeiro (Coaf-RJ), Jorge Rabello e o Presidente da FFERJ, Rubens Lopes.

Mario Vianna

Posso dizer que tive muito boa impressão sobre o atual estágio da FFERJ, que sob a batuta do Rubens Lopes parece ter dado uma organizada na mesma. Acrescento que buscou e teve o auxílio de duas grandes peças da CBV, José Fardim e Ricardo Mathias, na tarefa de melhorar a estrutura e a gestão do futebol do Rio (outro dia falo mais sobre isto).

Pois bem, no contato com o Sr. Jorge Rabello, ouvi todo o discurso de profissionalização e melhoria da qualidade da arbitragem, inclusive com a renovação, na casa dos 80% em seis anos, do quadro de árbitros.

A estrutura fornecida pela Comissão de Arbitragem é bem completa e oferece treinamento físico e pré-temporada, treinamento técnico, plano de carreira, revisão de erros com instrutores que foram árbitros, edição de imagens para revisão da tomada de decisões, comunicação de primeira linha (mesmos radios da Champions League) etc.

Perfeito? Posso dizer que deve estar entre as melhores e mais completas do Brasil. Até aqui estava tudo certinho. Mas nem tudo é perfeito…

Eis que a coincidência, de mãos dadas com o imponderável, entraria em campo no domingo depois que o Sr. Rabello proferiu as benditas palavras na quarta-feira:

“Estamos na sétima rodada e até agora não houve nenhum erro grave, porém caso haja algum problema num clássico, todo o trabalho é considerado ruim, e põe-se tudo a perder… “   Jorge Rabello, Coaf-RJ.

Mãe Dinah e Pai Claudio não imaginariam uma cena melhor para ilustrar a frase! O cara acertou na mosca!!!

O assistente fez uma lambança inédita desde a implantação dos auxiliares postados na linha de fundo e deixou de validar o gol nítido e incontestável do VASCO. Aí não tem como o jogo terminar bem…

Terminado o jogo, quando entrevistado, o Sr. Rabello, em vez de agir com cautela, o que faz? Declara que o auxiliar estava observando bem a jogada, na posicão e postura correta e portanto o que havia acontecido era um problema de cognição… E que por este motivo não poderia ser punido.

Não satisfeito com sua resposta infeliz, ainda faz uma comparação de péssimo tom com um jogador do rival que foi expulso num jogo de outra competição?? Hein??

Erra o Sr. Jorge Rabello ao comparar a atitude tomada pelo time mulambo em relação ao seu jogador Amaral. Ora, se o clube achou por bem manter o jogador no time, o fez por motivos próprios, talvez até de valorização do passe, pois pode ser negociado em algum momento, ou pelos seus motivos quaisquer que sejam, vá saber!!

Depois erra novamente e ainda piora a situação desprezando o Diretor de Futebol do Vasco, Rodrigo Caetano, dizendo que não comentaria a declaração (oficial do clube) do mesmo pois não responderia a um empregado do clube…

Rabello erra grosseiramente ao agir com corporativismo em relação a um comandado seu sem medir as consequências da falha grotesca do assistente e por fim erra ainda mais ao agir com soberba e falta de tato ao responder questionamentos pertinentes do representante do VASCO, agindo (Rabello) como um senhor feudal tomado de “razão”.

Não preciso dizer o quanto a torcida CRUZMALTINA se revoltou com tais afirmações…

Pergunto aos senhores, se um controlador de vôo derrubar um avião por falha de interpretação / cognição este não deve ser punido? Pelo menos afastado? As vidas se perderam, o equipamento também e nada deve acontecer? Ele deve continuar trabalhando como sempre?

O medico quando age com imperícia não responde pelos seus atos? Por que não o assistente? É assistente de Deus?

Voltando para o campeonato, e se por conta deste jogo o Vasco não se classificar para as semifinais do Campeonato? E o prejuízo financeiro que virá? O risco do negócio é só do VASCO? E a Comissão de arbitragem não precisa punir o seu colaborador?

A partir deste episódio vamos pensar HIPOTETICAMENTE num cenário: Imaginem que um colaborador destes de linha de fundo ou um bandeirinha seja cooptado por um clube para o favorecer e que marque ou deixe de marcar o que viu, e que alegue que  estava na posição correta, olhando para o lado certo mas que interpretou de outra forma ou por falta de cognição não conseguiu agir. Estará este personagem isento de punição?

Porfim, mas não menos importante, é o fato do árbitro principal ter passado longe da confusão ao escrever uma súmula que ignora completamente a confusão em campo e o gol legítimo não validado…

Um conselho para o Sr Rabello:

Seja humilde e afaste seu comandado para o bem do futebol e lisura do campeonato. Conserte logo este desastre total que foi sua entrevista pós-jogo e cobre do árbitro o relato completo do que aconteceu em campo naquele dia.

—– xxx —–

Plagiando o saudoso Mario Gonçalves Vianna, com dois enes, só posso repeti-lo: Senhores!! Eu viiiiiiii!!!! Gooool le-gal!!!! Sou Mário Vianna com dois enes.

E para o árbitro: Errrrrrrroooooooouuuu! Errrrrrrroooooooouuuu!

—– xxx —–

Quanto à torcida adversária, só posso registrar que a turba rude e ignara ainda insiste em tentar passar por moralista (em relação ao flu) num primeiro momento, mas logo a máscara cai quando é favorecida. Aí apela para a chacota e a pilhéria. Porém perde-se e se repete no discurso vazio, no combate sem honra, na vitória sem glória…

Os cães ladram e a CARAVELA passa.

#Vergonha
#ApitoAmigo
#TorcidaSemVergonha
#Vasco
#VascoSempre

—– xxx —–

HUMOR, REALIDADE OU SACANAGEM?

Instrução aos árbitros: Errar é humano, errar pra mulambada é dever do oficio…

Vi a parte de esportes do jornal “o globo” de hoje e simplesmente não havia a foto da bola dentro do gol que o árbitro e a globo ignoraram solenemente…

– Pode isso Arnaldo?

– Claro que pode Galvão!! Não podemos é mostrar as sacanagens do time da casa…

LINKS

Coaf blinda auxiliar que-não deu gol ao Vasco e diz estava arrasado

SuperVasco – Jorge Rabello sobre o auxiliar

Mário Vianna na wikipedia

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2 Comments

Júlio Curvêllo

Caro Hélio,

É claro que a forma sistemática como a arbitragem, historicamente, beneficia, não só o Flamengo, como também o Corinthians, já não mais pode ser explicada pela inocente cogitação de pura incompetência do árbitro e seus auxiliares.
Mas também não chego ao ponto de concluir que o que ocorre seja (sempre) o puro e simples suborno do grupo, ou de parte dele. Penso que o processo seja mais complexo e exija alguma análise.

Algum tempo atrás, ser juiz ou auxiliar de futebol era apenas um bico que complementava a renda dos “Homens de Preto”. Hoje, essa atividade já constitui realmente uma profissão, que demanda qualificação, dedicação exclusiva, e sujeita a um planejamento de carreira. Assim, todo juiz de Várzea quer soprar seu apito em um jogo da Segundona. Todo juiz da Segundona, sonha com uma chance na Primeira Divisão. E todo juiz da Série “A” almeja atuar em um campeonato internacional, como uma Libertadores ou um Copa.

Só que, para tanto, no Brasil, o candidato depende da benção das Federações Estaduais o, e/ou da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
E as Federações e, especialmente, a Confederacão, como todos sabemos, são entidades também politicas, e, como tal, profundamente influenciáveis por pressões midiáticas, para não considerar, ainda, outras “pressões” menos lícitas e confessáveis. Acontece que a mídia, no caso a mídia jornalística esportiva, como sabemos, tem outras prioridades que não simplesmente informar seu público-alvo.

O Jornalismo, de maneira geral, não é isento, e nem desvinculado de compromissos com grupos de interesses próprios ou associados. Seu interesse básico e principal é o Lucro, e a principal fonte de renda das mídias que os suportam, além das assinaturas, é o seu espaço de marketing.
Acontece que esse espaço de inserção de marketing tem seu valor determinado pelo número de pessoas que acompanham, assistem ou lêem a mídia onde esses programas/reportagens são veiculados. Assim, um programa assistido por 30 milhões de pessoas tem seus espaços de marketing mais valorizados que aqueles de programas assistidos por 30 pessoas.

Isso posto, torna-se claro que as mídias procuram atrair e fidelizar o máximo de audiência, e, para isso, lançam mão de toda sorte de recursos para se fazerem simpáticos aos maiores contingentes de seu público-alvo. Conhecido o fato de os contingente Mulambo e Mulambento (respectivamente Flamenguista e Corinthiano) serem os mais numerosos no público-alvo “Torcedores”, fica clara a razão de suas coberturas “jornalísticas” serem sempre tão simpáticas a essas torcidas. Se for diferente, o torcedor não compra o Jornal/Revista, ou troca o canal da TV, reduzindo-se assim o valor de seu espaço de marketing, seu volume de assinaturas e, finalmente, seu Lucro. E isso não pode ser…

Isso não seria um problema tão grande se sua influência não gerasse distorções que afetam o resultado em campo. O tal “jogo jogado”, cantado em verso e prosa pelas mesmas forças que o sabotam com suas ações deletérias.
Acontece que, para ser simpáticas às torcidas-alvo, tão emotiva quanto irracional, as coberturas jornalísticas precisam ser tendenciosas. E, ao ser tendenciosas, influenciam as Federações Estaduais e a CBF. E essas são as responsáveis pelo destino profissional dos juízes que, nas quatro linhas, sopram seus apitos. Taí, a influência extra-campo gerando distorções no que ocorre dentro do campo…

Qualquer grupo de arbitragem que “erre” contra um time pequeno, ou mesmo um time grande que jogue contra o time “da casa” é rapidamente perdoado pelos comentaristas, pelas mesas redondas e pela mídia esportiva no geral. Então esses “erros” são deslizes seguros…
Por outro lado, qualquer grupo de arbitragem que erre contra os times da casa, queridinhos dessa mídia, tendenciosa por “dever de ofício”, é impiedosamente crucificada por esse mesmo grupo de comentaristas, mesas redondas e mídia esportiva no geral. Esse juiz ou auxiliar será imolado durante toda a semana, até que a CBF exija e ofereça suas cabeças em holocausto aos vingativos deuses da mídia, de cujos favores a CBF parece ser tão ávida sectária…
Esse não é um erro seguro… esse não é um erro que possa ser cometido…

Então, ao contrário do que meu coração garfado demanda, não cairei na tentação simplista de questionar a honestidade do grupo de arbitragem, muito embora essa possibilidade também não seja desconsiderável. Preferirei, por enquanto, colocar a clara e historicamente demonstrável tendenciosidade dos árbitros na conta da deletéria influência de uma mídia esportiva mais comprometida com seus Lucros que com a Honestidade ou com a Isenção Jornalística que deveria guiar profissionais que, para nosso escândalo, ousam chamar-se Jornalistas.

Obrigado pela oprtunidade e desculpe a prolixidade.

Atenciosamente,

Júlio Curvêllo
JC (o outro)

Júlio Curvêllo

PS> Acabo de perceber alguns erros de Português. Colquem na conta da emoção que me move aos escrever. Obrigado.
JC

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