Samba de uma nota só, ops, sete notas

7 1 bild alemanha

De Garantido a Caprichoso, do frevo ao maracatu, da Festa do Divino ao Boi Bumbá, Festas Juninas, Folia de Reis, Cavalhada e as Micaretas.

Nós do Rio de Janeiro, somos em nossa maioria adeptos do bom e velho samba, seja ele o pagode, de raiz, choro, canção, partido alto, exaltação, gafieira, blocos etc.

Entre todos, o que mais se destaca com certeza é o Samba-Enredo; nos meses de fevereiro e/ou março, moradores e turistas aproveitam o clima de euforia e libertinagem para se esbaldarem na Apoteose ou ruas do Rio com seus divertidos blocos.

Quando mais novo era muito fã de Samba-Enredo (hoje um pouco mais comedido), sendo salgueirense rubro e fervoroso.

Faço essa introdução para chegar finalmente à minha análise do pândego jogo-treino do dia oito de julho, digo pândego, pois desde o começo (na verdade, desde 1998) tenho verdadeiro asco em relação à Seleção Brasileira e o competente órgão que a alimenta.

Nessa galhofa, que foi o “casados x solteiros” dessa última terça-feira, me vi diante de um desfile de uma Escola de Samba de bairro.

Ritmo, harmonia e evolução foram quesitos não ensaiados pela G.R.E.S Unidos pelo Neymar.

Como um bom jurado, ofereço as análises do bloco de rua:

Comissão de Frente: Nos anos 90, a Mocidade Independente de Padre Miguel, costumava levar como apresentação inicial a equipe circense A Intrépida Trupe.

Plagiando a ideia a G.R.E.S Unidos pelo Neymar pôs Fred, o mágico sem truques que demonstrou com convicção o que fez a Copa inteira: NADA!

Bernard veio de anão, um anão sem graça que entra para tentar animar a plateia, para substituir a habilidosa foca.

Passista de chão: Sem vaga na comissão de frente, sem carro para desfilar, triste por não ter dado certo como porta-bandeira, o bundudo Hulk sai da Copa, sem saber sua posição em campo, com os atributos físicos de deixar Carla Perez vermelha; o cadeirudo jogador desfilou sua falta de técnica com maestria.

Bateria:  O coração da agremiação. A ala que dita o ritmo. Na seleção era composto de reco-recos e chocalhos. A surpresa feia Luiz Gustavo conseguiu estragar tudo o que tinha feito até então em apenas 20 segundos, o desafinado Fernandinho (defendido por mim diversas vezes) via o jogo de costas e o Diretor da Bateria Mestre Oscar, não conduziu essa e provavelmente nem a próxima seleção que jogará a Copa de 2018, desastroso.

Alegorias e Adereços:  O que Dante (longe de Alighieri), David Luiz e Marcelo têm em comum? Resposta óbvia. Uma chapeleira feia que nem aquele boneco dos Simpsons (Sideshow Bob) além de um senso incrível de marcação.

E por último a Velha Guarda: O setor onde a maioria é composta por idosos que já fizeram algo de útil na escola. Julio César é convidado de honra pelo seu passado (glorioso por sinal) na Inter de Milão. Hoje, não é top 5 de sua posição. Julio tem histórico de instabilidade emocional já demonstrado em partidas anteriores e não seria agora que mudaria esse perfil.

Tudo isso capitaneado por um Diretor de Harmonia teimoso e ultrapassado.

A Alemanha, pelo contrário, fez um desfile digno de Rosa Magalhães pela Imperatriz Leopoldinense nos anos 90. Técnico, calculista, sem erros. Tem qualidades em seu elenco? Sim, é o melhor do mundo no que diz respeito a Seleções. Se deu ao luxo de no banco contar com Gotze, Podolski, Draxler, Shurrle e Bender. E ainda perder/deixar de fora nomes como Reus, Gundogan e Mario Gomez.

Nos lemos em breve!