Respirando por aparelhos

O Vasco de hoje é como um paciente gravíssimo que estava preparado pruma cirurgia urgente e que, por algum motivo, não pôde ser operado no dia combinado. Foi então posto na UTI. E lá permanece, em estado gravíssimo, respirando por aparelhos, mas vivo. Ainda.

O que pode matar o paciente? Falta de médico. O paciente tá lá, sendo acompanhado por toda a sua torcida, mas se quem tem de aplicar os medicamentos não toma a atitude a termo, o mal se agrava e a coisa pode desandar de vez.

Nós Vascaínos tivemos de testemunhar (mais uma) hecatombe de ontem para que os omissos que cuidam do paciente fossem obrigados a tomar uma atitude e destituir o louco que (não) comandava o time. As escalações das últimas partidas foram trágicas. As substituições então deram a total certeza de que Adilson estava completamente perdido, sem saber o que fazer. Ontem, perdendo de 3, ele tira o (horroroso) lateral direito e bota um beque canhoto, que não entra em campo há meses. O fim.

Daqui de longe suponho que tenha ocorrido o caos no intervalo do jogo contra o Avai, pois a atuação do segundo tempo do time foi para derrubar o técnico. Era claro que Adilson estava perdido. Mas o empate horroroso contra o ABC não foi suficiente para que a diretoria que ocupa ainda São Januário tomasse a medida atrasada. E se não fôssemos goleados, Adilson resmungaria e iríamos certamente passar nova vergonha em Natal na 3a feira, pois ninguém faria nada.

Ainda assim, com todas as mazelas que estamos sofrendo, estamos a 3 pontos do líder, e a um ponto do 4o colocado. Então, não há motivos ainda para desespero. Poderíamos sim estar liderando, já com uns 5 pontos de vantagem para o resto, preparando o espaço para uma nova taça em São Januário. Mas não… Vamos sofrer. Mais.

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Nas comunidades, fala-se em Joel Santanna, Enderson Moreira e até em Oliveira Canindé para comandar o Vasco. Para quem não sabe, este último é o técnico do América de Natal, que virou estrela após a surpreendente goleada sobre o Flu no Maracanã. Olhemos para o lado: o time da Gávea, em crise total, entregou seu comando a uma raposa velha, um cara que conhece de futebol e que, sabidamente, guentaria o tranco de mais derrotas até conseguir ajeitar a casa. Dar o comando para um cara com pouca experiência nesse momento é entregar um filé aos leões. A primeira derrota desestabilizaria tudo de novo. E nesse momento, onde ainda estamos colados aos líderes e não há nada perdido, o Vasco não pode se dar ao luxo de escolher o cara errado. Isso sim, pode nos fazer perder o ano de 2014. Portanto, oremos para que o (ir)responsáveis atuais tomem a decisão correta.

Aguardemos pois…