Reflexão 2017 e a queda do Internacional

Terminou hoje o Campeonato Brasileiro da Série A com o desfecho já esperado: a queda do Internacional de Porto Alegre para a Série B. Ok, aqui é o Panorama Vascaíno, então por que entra a queda do Internacional no contexto ? Porque caiu um clube que nos últimos dez anos ganhou quase tudo o que disputou. Ganhou um mundial e duas libertadores da América e uma Recopa Sul Americana. Hoje somente Internacional e Corinthians chegaram a um patamar mais alto em termos de conquistas fora do futebol brasileiro. E isso aconteceu justamente por má gestão e brigas políticas, o atual cenário cruzmaltino e que quase levou o Vasco a não voltar à Série A.

Os erros que decretaram a queda colorada foram muito similares aos erros cometidos pela atual diretoria na queda de 2015. Mas com uma diferença: o elenco colorado tem bons jogadores e pode perfeitamente voltar à Série A com o pé nas costas ano que vem. Tem time para isso; o Vasco nem tanto esse ano. O nosso ano começou bem com uma sequência de 34 jogos invicto e um bicampeonato estadual invicto. Mas depois, perdemos a sequência na Série B e vieram as dificuldades para o acesso e que chegou a ser ameaçado nas últimas rodadas. Detalhe: dos quatro clubes que caíram para a Série B, três também foram campeões estaduais. Logo, ganhar carioquinha não ajuda em absolutamente nada; tampouco serve como uma boa referência como termômetro para um bom desempenho em um Brasileiro da Série A. E qual a lição que a queda do Internacional pode nos ser útil ?

Aí é que está. Hoje camisa e tradição não são o bastante para se manter no topo. No futebol atual, boa gestão e organização são fundamentais. A Chapecoense está aí para nos provar isso. Sofreram o desastre e já estão a planejar 2017, pois já tem as bases plantadas para tal. O segredo da conquista do Palmeiras em 2016 está aí. Com uma quase queda em 2014 que se salvou na última rodada, se organizaram em quase dois anos e chegaram a um título da Copa do Brasil e agora o título brasileiro. E o que determinou o sucesso do Palmeiras foi gestão eficiente e organização. E sobretudo união. A união faz a força. O Palmeiras era um clube em frangalhos, dividido politicamente em 2012 quando caíram pela segunda vez. E foram se recuperando aos poucos, até chegarem ao topo. E assim foi com o Internacional que passou por uma eleição neste final de semana, em que a oposição ganhou com quase 100% dos votos. Mas lá os sócios torcedores votam. Os torcedores têm poder de decisão, como deveria ser no Vasco.

E nesta reflexão para um 2017 melhor, a receita para o Vasco é: UNIÃO e REESTRUTURAÇÃO. E uma não anda sem a outra. Enquanto o Vasco não estiver pacificado, será difícil a reestruturação. Há que se encontrar alguém de consenso, como foi Calçada nos anos 80 e 90, onde o Vasco ganhou quase tudo o que disputou. E com a atual diretoria, dificilmente há chance de acontecer isso, pois Eurico ainda vive nos anos 80. Então já sabemos o resultado disso. E falta exatamente um ano para as próximas eleições no Vasco. Mas ainda não é o momento de tratarmos isso.

Então prezados leitores, essa é a última coluna do ano. Que o Vasco em 2017 não passe o sufoco que passou este ano, que se planeje bem para fazermos uma boa Série A. É o que desejamos à nação cruzmaltina em 2017. E pensarmos em alguém de consenso para unir o clube para que possamos voltar mais fortes. Feliz 2017.

P.S: como esperado o Vasco perdeu o título estadual de basquete de 2017 por W.O. Mas conforme coluna anterior, neste particular, em que pese parte de torcida não ter gostado da atitude, o Vasco tinha suas razões. Afinal, o jogo era para ser com portões fechados. Os aves pretas impetraram recurso para ter a torcida quando deveriam cumprir a punição, sendo que dias antes, se envolveram em uma confusão em um jogo pela NBB contra a Liga Sorocabana.