Reação poderia ser melhor

Faltou pouco para obtermos a primeira vitória contra a Chapecoense em 40 anos.  Mas não foi dessa vez.  Com uma atuação consistente na segunda etapa, perdemos muitas chances e ficamos no 1 a 1.  Reação incompleta.  Mas valeu pelo ponto conquistado.

O jogo teve duas etapas distintas.  A primeira foi para se esquecer. Só chutamos a primeira bola no gol aos 35 minutos.  No mais, só deu Chape.  Primeiro, com Arthur Kaique aos 9. E aos 18, saiu o gol da Chape; jogada pela esquerda, Vinicius Freitas passou fácil por  Yago Pikachu e cruzou na cabeça de Wellington Paulista abrir o placar.  Uma falha gritante em nosso lado direito de defesa, que foi a tônica em parte razoável do jogo. A maioria das jogadas perigosas da Chapecoense foram por ali. Vinícius Freitas apareceu livre na ponta esquerda. Aonde estava Rafael Galhardo ? E para completar, Paulão falha bisonhamente mais uma vez, totalmente fora do tempo de bola.  Já barrou o Erazo; agora tem que barrar o Paulão também.  E aos 32, a Chape teve outra boa chance com Wellington Paulista a chutar de fora da área com defesa de Martin Silva para escanteio.  E aos 35, o primeiro chute a gol de nossa equipe com Pikachu arrematando para fácil defesa de Jandrei.  E parou por aí.  Para nossa sorte, a Chapecoense atacou pouco, ou seja, pouco aproveitou o seu domínio.

Já a segunda etapa, o Vasco muda da água para o vinho.  Com um minuto, Pikachu faz boa jogada, mas chuta longe do gol.  Pouco depois, aos 6, Pikachu faz boa jogada pela direita e cruza para Rildo perder boa chance, livre na pequena área. Mas aos 9 minutos não teve jeito: Thiago Galhardo arranca do meio campo, invade a área pela direita e cruza rasteiro para Andrés Rios que domina com calma, dá um corte sensacional em Jandrei e toca com categoria empatando a partida. Belo gol.  Após o gol, o Vasco seguiu no mesmo ritmo, criando chances uma atrás da outra. Aos 20, falha na saída de bola da Chape, Wagner rouba a bola, limpa dois adversários, mas chuta por cima do travessão, mandando a bola para longe. Ainda tivemos mais duas chances claras, uma aos 34 com cruzamento de Pikachu e Wagner cabeceia para uma defesa sensacional de Jandrei.  E aos 37, a chance cristalina: tabela entre Evander a Andrés Rios; este invade a área e devolve a Evander que…fura e passa da bola, cara a cara com Jandrei.  Um gol imperdível. Realmente uma pixotada. Ao final, ele apenas disse: errei né… Mas perdeu um gol que seria o de mais uma vitória.  Agora não adianta reclamar. Perdemos um ponto em Chapecó.

Com o empate, chegamos à momentânea terceira colocação,podendo cair para quarto, se houver um vencedor entre Grêmio e Atlético-PR ( o Brisa), logo mais. Nada mal. Agora, um registro lamentável: ontem em São Janu, após o término do jogo entre o time cruzmaltino sub 20 e o dos flores, ao tomarmos o quinto gol, um jogador dos flores fez uma dancinha ridícula ao comemorar o gol e o título da Taça Rio. A partir daí, os jovens cruzmaltinos se revoltaram e teve início uma briga entre os garotos de ambas as equipes. Para completar, parte dos torcedores pularam a social e invadiram o campo para bater nos jogadores dos flores, em uma selvageria explícita. Esta coluna recebeu os vídeos e as cenas são fortes.  Por mais que o jogador dos flores tenha tido uma atitude imatura, repreendida até pelo próprio técnico adversário, não justifica a brutalidade e a falta de educação de parte dos sócios do clube.  Sim, a invasão partiu de sócios cruzmaltinos.  Ok, tivemos 18 anos de muitas decepções. Mas não é invadindo campo e brigando com os adversários é que recuperaremos nosso lugar no cenário nacional. Temos o jogo do ano quinta feira contra o Racing.  Temos que incentivar; não invadir o campo ou atirar objetos no mesmo.  Ou querem perder uns 20 mandos de campo para aprender ?? E basta de vitimismo e esse lema ridículo de contra tudo e contra todos. Temos é que aprender a nos comportar.