Quem não faz…

Parecia que eu estava ouvindo o meu pai na época em que ele me levava para ver os jogos do Vasco: “Quem não faz, leva…”

Mais um jogo em que dominamos… Mais um jogo em que perdemos um caminhão de gols… Mais um jogo que empatamos… E para variar, mais um jogo em que eu enxergo evolução.

Eu sei que muitos não concordam comigo (aliás, que bom que isso acontece!), mas eu vejo sim que o time tem melhorado em relação aos últimos jogos. Numa velocidade insatisfatória, é verdade, mas estamos melhorando.

No primeiro tempo, por baixo, foram quatro grandes oportunidades desperdiçadas, com Marcinho, Gilberto, Julio dos Santos e Madson. Sem contar outros lances de perigo em que insistíamos a não caprichar para colocar a bola dentro do gol. O Inter limitou-se a se defender e teve, no fim do jogo, dois lances perigosos, ambos com Nilmar. No primeiro demos sorte e a cabeceada foi para fora, mas no segundo a bola bateu na trave e entrou.

Uma tremenda injustiça com o Vasco, que pressionou, trabalhou as jogadas e – um detalhe pouco observado nas redes sociais vascaínas – não teve nenhuma jogada de bola parada.

Veio o segundo tempo e mantivemos a pressão. O gol de empate finalmente saiu e aí entrou em campo mais uma… digamos… “variável não controlável”. “Sua Senhoria” Dewson Fernando Freitas da Silva, árbitro do jogo, fez das suas e nos prejudicou diretamente.

Primeiro numa falta (e não pênalti – pois foi fora da área como mostra o momento do lance na foto abaixo) clara do Nilton no Guiñazu aos 15 minutos na entrada da grande área. Três minutos depois, um pênalti claríssimo sobre o Gilberto, quando levou uma verdadeira rasteira – alguns podem alegar que ele prosseguiu com o lance, mas ficou óbvio que a vantagem não se confirmou, o que obrigaria o árbitro a marcar a penalidade máxima, ignorada pelo “soprador de apito”.

Guiñazu

Apesar da justa expulsão, o jogador excluído demorou exatos 5 minutos para sair do campo, sob o olhar complacente do juiz. Ao fim, apenas 4 minutos de acréscimo…

Péssima arbitragem que nos prejudicou fortemente.

Mas como disse lá em cima, continuo vendo evolução. Mantivemos a boa atuação, criamos muitas oportunidades de gol, dependemos pouco das tais “bolas paradas” e, pelo menos, não perdemos e finalmente marcamos um gol.

Próximo passo? Vencer. Próximo domingo, parada duríssima contra o Galo no Horto…

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Depois do título, depois das festas e da ressaca da conquista, finalmente uma semana livre para treinos. Seria bom o Doriva treinar MUITO as finalizações. Seria ótimo também pegar nossos laterais e treinar cruzamentos à exaustão.

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Eu nunca entendi bem o que no meio futebolístico chama-se de “aliciamento”.

Numa boa? A escravidão acabou há muito tempo e essa ética meio “torta” do meio futebolístico de que um profissional para ouvir uma proposta deve ter “a bênção” da diretoria soa para mim um tremendo absurdo.

Pior ainda quando vem de uma diretoria que fez exatamente a mesma coisa para contratar o mesmo profissional.

O Vasco “aliciou” e contratou Doriva logo após o mesmo ter assinado com o Botafogo de Ribeirão Preto. Não vejo diferença (e nem erro) nem neste e nem no caso da proposta feita pelo Grêmio agora.

Doriva preferiu ficar. Melhor para nós. Ponto.