Quando os jogadores derrotam o esquema…

O jogo de hoje marca uma nova fase do Vasco. Não será uma fase esplendorosa, de grandes títulos. Não creio nisso. A marca que eu vi é a de que teremos, enfim, um time. Pode não ser brilhante, terá dificuldades nos clássicos e dificilmente entrará para a nossa história. Mas me deu a impressão que deixará de ser a vergonha de tempos recentes.

A começar pelo goleiro. Como é bom ter goleiro. Ainda mais um goleiro que não inventa, que simplifica. Martín Silva saiu com a camisa limpa. Pegou o que foi no gol. Não deu saltos estranhos e mesmo ainda sem o tempo correto de bola, algo normal para quem não joga desde o ano passado, deixou a certeza que, se tivéssemos alguém com esta tranqüilidade nos jogos contra Ponte Preta e Vitória, estaríamos na primeira divisão independente do rolo alheio.
Os laterais jogaram direitinho. Não são nada demais, mas com a boa cobertura de Guiñazu e Aranda, um cara que joga simples e sabe marcar, até que tiveram boa atuação, marcando um dos gols e cruzando para um do Edmilson.

A zaga foi bem, apesar da pixotada do Rodrigo, algo meio normal quando o placar está em 6 x 0. Mesmo com a saída dele, não perdeu o ritmo. Tá certo que o time master do Friburguense não é um bicho de sete cabeças, mas não consigo lembrar de termos sofrido uma pressão como nos jogos contra Boavista e Macaé.

A diferença veio com o Montoya. Não foi brilhante, mas quando desobedeceu a ordem de ser ponta e foi armar jogo, facilitou a vida até do Fellipe Bastos. O time, com ele mais atrás e com Barbio e Edmilson na frente, rendeu. Tem de ser assim. O Adilson tem de ir para casa e aprender uma coisa: até a volta do Juninho, o time é este. Quando o Juninho voltar, tira o Bastos e vamos em frente. Nada de Pedro Ken. Falta só um atacante melhor que o Barbio. Mas o time é este.

Ah: Montoya não pode sair. E tem de ser um 4-4-2…