Professor Pardal…

Quando soube da escalação do Vasco para o jogo de ontem, pareceu-me obvio que as coisas não iriam acabar bem…

Nenê de centroavante? Alan Cardoso de… de… Ele jogou em que posição, afinal??

A derrota de ontem pode até ser encarada como algo normal, mas por que facilitar as coisas? Essa eu coloco na conta do nosso técnico.

Não o critico por jogar retrancado. Essa é nossa realidade. Mas sim pela escalação completamente equivocada. Nenê ficou absolutamente perdido. E o pior é que ainda davam aqueles famosos “chutões” que já são ruins para um centroavante de ofício, imaginem para o Nenê…

E o menino Alan? Completamente perdido… Não entendi o seu posicionamento e nem suas funções em campo. Tomou um cartão amarelo bobo, estava muito nervoso e sua expulsão era questão de tempo. Pelo menos Milton Mendes percebeu a tempo e o substituiu. Comovente o choro do moleque que entrou numa tremenda furada para sair ainda no primeiro tempo.

E pior é que vendo o time da Chape, sinceramente acho que era um jogo que até dava para vencermos. Mas a escalação totalmente equivocada não nos permitiu.

Além disso, nossa defesa continua uma lástima. Cada bola alçada na nossa área é um desespero! Ontem sofremos até nos laterais e Martin Silva andou nos salvando em várias oportunidades. Mas como o estoque de milagres dele é limitado, tomamos o primeiro gol em que Paulão só faltou bater palmas para o jogador da Chapecoense que subiu livre e cabeceou como quis.

Achamos um gol no momento em que Nenê voltou às suas funções e foi cobrar o escanteio – alguém aqui já viu um centroavante cobrar escanteios??

No segundo tempo, continuamos tentando suportar a pressão do adversário, mas ficar 45 minutos assim, raramente dá certo. Ficávamos à base dos chutões para o Nenê se virar… O golaço da Chape só confirmou o que já era esperado.

No fim, em entrevista à TV Globo, nosso zagueiro Breno resumiu bem: “Parece que nosso time só começa a jogar depois que toma o gol…”.

Precisamos jogar antes disso…

Ainda faltam 37 pontos para o nosso objetivo. Temos mais 31 rodadas para chegarmos aos famosos 46 pontos. Precisamos fazer uma média de 1,2 pontos por jogo.

Nas próximas rodadas teremos uma ótima oportunidade para pontuar bem: três jogos no Rio, sendo dois contra times da parte de baixo da tabela e o clássico contra o Botafogo. Gostaria de pelo menos 7 pontos.

As camisas do Vasco representam muito, mas quem as vestem hoje, não. Nosso time é limitado. Além disso, há quase dezessete anos de fracassos com conquistas pontuais, quase que exceções, ao mesmo tempo que fomos rebaixados três vezes. Não encarar essa realidade é manter-se numa ilusão que não nos vai tirar desse atoleiro.

Nessa semana houve um encontro das oposições para tentarem alinhavar uma candidatura única contra a “família Miranda”. A meu ver uma ótima iniciativa. No último pleito a divisão das oposições em duas chapas foi, a meu ver, um dos principais motivos de termos que suportar mais três anos de tirania no nosso clube.

Uma bela iniciativa que deveria ser, ao menos, incentivada por todos que, como eu, gostaria de ver longe do Vasco aqueles que hoje infestam o nosso clube.

Mas infelizmente, parece-me que a vaidade ainda é mais forte que o amor ao clube… Qual é o problema de ao menos sentar-se e conversar sobre isso? Se acha-se que o seu candidato é a melhor opção, sem problemas: vá lá e defenda as suas teses, as suas propostas.

Bola fora do candidato Alexandre Campello que não compareceu e mandou um representante.

Pior ainda foi o que fizeram na página do Facebook do grupo que o apoia: publicaram uma nota lamentável, mostrando uma arrogância digna de quem hoje governa o clube, e não de alguém que realmente coloca o Vasco acima de tudo. Diante da enxurrada de críticas recebidas, na madrugada, a postagem foi apagada e uma nova versão, bem mais amena, da nota foi publicada.

É preciso explicar exatamente o que aconteceu. Com a palavra o Dr. Campello.

E temos novo colunista no Panorama! Pedro Rocha estreou hoje!!

Dentro do esperado, mas temos que ligar o alerta.