Precisamos tomar nosso remedinho

Ninguém quer ou espera levar um gol do poderoso Nova Iguaçu com 46 do segundo tempo. Ainda que o time da Comlurb não seja tão ruim assim, é de lascar. Ainda assim, é necessário refletir sobre alguns pontos:

Inclusive sobre um que parece esquecido no meio de toda essa confusão. Futebol é paixão mas também é diversão. No dia em que perdermos a sensação de diversão, que nada tem a ver com ganhar ou perder, ao ver um jogo de futebol, estamos perdidos. E o futebol também.

Jogamos sem os dois laterais, o principal cão de guarda e o beque mais experiente.

Calor do cacete. Andel, o tricolor, falará sobre isso em seu texto de amanhã.

Montoya e Bernardo não funcionaram juntos. Um canhoto e um destro tentando resolver tudo sozinhos, embora Bernardo um pouco melhor.

Voltamos pro segundo tempo acertadamente com Barbio no legar de Montoya. Deste, falo daqui a pouco. O fato é que até ser sacado, Bernardo nada havia feito. Everton Costa entrou muito bem no jogo e, não fosse o impedimento de Barbio, teria resolvido o jogo com um passe sensacional.

Neste segundo tempo, o Vasco atuou num incrível, e ousado, 4-3-3. Everton Costa num lado e Barbio do outro. Henrique apoiava de um lado e Danilo do outro. Não conheço nenhum outro time hoje em dia que ouse atuar assim.

O novo goleiro falhou. Duas vezes. Bola pra frente.

Só espero que não começem a vaiar o cara ou achá-lo ruim por isso. Esse stress é nosso, não dele. Ainda. Espero que continua do lado de cá.

A propósito de Martin Silva: sabiam que ele era o goleiro do defensor que segurou o império do mal no Maraca em 2007? Pois é… Ninguém divulgou. Se fosse contra a gente, diriam: “império do mal contrata carrasco do Vasco” e não haveria uma única vez que citassem o goleiro que não fizessem referência àquela partida. Tô de olho!

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Era uma vez um ponta direita chamado Mauricinho. Campeão do mundo junior com Dunga, Geovani e com o único sujeito comparável a ele no futebol Brasileiro: Paulinho do Fluminense, que esquentou banco pro Tato, depois campeão Brasileiro no Vasco. Mauricinho tinha metro e sessenta. driblava a sombra. Tremendamente rápido. Titular do melhor Vasco que vi, com os mesmos Dunga e Geovani, formando o ataque com Roberto e Romário. Não foi uma nem duas vezes que vi o lateral direitoou o quarto zagueiro do time adversário sair expulso por causa dele.

Pois bem, este Mauricinho errava 70, 80% dos cruzamentos que fazia. Era irritante! Driblava, driblava, driblava e cruzava na cabeça do beque. Mas, apesar dessa estatística que me enfurecia, as defesas jogavam tortas por causa dele.

Longe de mim comparar Barbio a Mauricinho em termos técnicos, mas é um sujeito que incomoda terrivelmente as defesas. Não tem bola perdida. Corre o tempo todo. Dá o sangue pelo time e, pelo jeito, não sucumbe fácil às críticas da arquibancada. Se for treinado, instruído a fazer o correto, será muito útil pra gente. Se não for, temo eu, vai ser feliz em outro grande time. Tenhamos paciência. Não podemos botafogar nossa forma de torcer. Calma.

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Depois de Vasco x Nova Iguaçu, dou uma zapeada e vejo, no Sportv, um suposto Mogi Mirim X Corinthians. Olho pra tv. Um time todo vermelho, outro amarelo com calção preto. Pensei ser o São Bernardo.

Ledo engano. Era O Corinthians mesmo. De camisa amarelo-ovo.

A torcida do Vasco sonha com a fornecedora. Eu não. De todas as fornecedoras, me parece a que menos respeita tradições dos clubes. Quer vender, seja o Vasco amarelo ou azul. Foi a Nike que lançou alguns dos horrores atuais, como o Roxo do Corinthians. Fez, por exemplo, uma inacreditável camisa com faixa diagonal amarela para o centenário do Boca Juniors. Uma camisa do River Plate colorida de Boca. Levaram, claro, uma chuva de insultos. Pra flamengarem nossa camisa, não custa.

Aliás, uma sugestão para um próximo texto de Helinho Mendes: Por que raios os uniformes de treino dos clubes têm, hoje em dia, cores estapafúrdias?

Fala-se em Kappa, Umbro… A Kappa era a fornecedora nos anos de ouro do Vasco. A Umbro costuma fazer os uniformes mais limpos. Minha camisa mais bonita, dos anos 2000, é da Umbro. Veremos o que vem por ai.

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4a feira o império do mal joga no México, a léguas de distância. Temos uma semana para nos prepararmos para uma partida que tem tudo para ser um divisor de águas no nosso ano. É hora de dar um PAU na mulambada. Mas temos de nos preparar, pois se ocorrer um desastre no México, receberemos um Flamengo completamente naufragado em crise que, complementada por uma boa vitória nossa, pode explodir o 1o semestre do império do mal. Então torçamos neste meio de semana, e rezemos por uma semana calma para que tenhamos um domingo feliz.

Saudações Cruzmaltinas!