Porrada neles.

Este não vai ser um texto politicamente correto. Eu não sou politicamente correto. Então, por favor, se você é adepto ferrenho da elegância e do fair-play a todo custo, por favor, peço que volte no meu próximo texto. Grato.

Como fui ao estádio, claro, não assisti à transmissão do jogo. Aposto, portanto, que quem estava diante da TV não viu o Nenê ser carregado de maca para o vestiário minutos após o final do primeiro tempo, depois da falta criminosa que sofreu do beque 3 do Vila Nova, Vinicius Simon. No estádio, temeu-se pelo pior, tal a cena. O bandido que apitou o jogo nem falta deu.

vilanene

A agressão, o carrinho, dado de frente, no tornozelo plantado no chão, todo mundo viu.

O resto da história também. Além de ter voltado pro segundo tempo, Nenê resolveu o jogo.

E o que aconteceu com o agressor, Vinicius Simon, que poderia ter quebrado o Nenê pro resto da temporada? Rigorosamente nada. A entrada foi tão absurda, (o meu ângulo de visão, no estádio, era exatamente o oposto das câmeras) que eu achei que o tempo fosse fechar ali mesmo. Ou que pelo menos alguém fosse dar um pau bem firme no criminoso no segundo tempo. Nada.

Que saudade do Zé do Carmo! E nessas ocasiões, do Guiñazu! Niniguém ousava dar porrada no time desses dois.

Nosso time é experiente, focado, sério… e santinho. O resultado disso é o que estamos vendo: com a complascência de arbitragens pusilânimes e omissas, que deixam o pau cantar, Nenê vem sofrendo rodízios de cacete em praticamente todos os últimos jogos do Vasco (os dois contra o CRB e este, do Vila Nova). E o que o nosso time de bons-moços faz? Nada. Apanha calado. Nem o Rodrigo, que não costuma levar desaforo pra casa, reage.

Minha teoria é a seguinte: num jogo como o de quarta-feira, este beque tinha de ter levado um cacete para nunca mais esquecer e para que os colegas de time dele e os demais participantes do campeonato recebessem a mensagem de que, ao descerem o pau no Vasco, correrão o risco de entrarem no cacete.

Isso é profilático. No jogo seguinte, o adversário pensaria duas vezes antes de fazer algo parecido, por medo de seus preciosos tornozelos e joelhos. Mas isso não acontece. O time apanha de todo mundo. E não faz nada. É como um convite. Batam, porque a gente só vai jogar bola.

O Vasco precisa urgentemente descer o cacete no adversário que ousar repetir uma nojeira dessas, antes que alguém (e vai ser o Nenê) sofra as consequências de nosso bom-comportamento. Esperar proteção das arbitragens é vestir a saia da velhinha de Taubaté.

O ponto de equilíbrio dessa situação passa, infelizmente, pela atuação do Vasco. O time do Vasco não pode se deixar sofrer bullying de adversários inferiores que acham que vão conseguir resolver seus problemas no cacete. O negócio é no pau? Então, que ganhemos na bola e na porrada.

Porrada neles!

Muito grato.