Pontos que podem fazer falta…

Sabe aquela sensação que você sente quando algo ruim te acontece e você não consegue reagir…? Algo como notar que o seu carro foi roubado ou que foi rebocado injustamente… Pois foi assim que me senti hoje após o nosso jogo contra o Avaí.

Um primeiro tempo excelente em que dominamos, valorizando ao extremo a posse de bola, invertendo com paciência as jogadas, errando poucos passes (com exceção do Madson que hoje fez péssima partida), mantendo o adversário sem nos incomodar, até acharmos o caminho do gol.

Veio num pênalti indubitável, mesmo que o narrador do SporTV (que eu não sei o nome) tenha declarado a sua preferência ao comentar o lance dizendo claramente: “mas é claro que foi sem querer, mas o juiz marcou…”. Ao menos o “comentarista” Paulinho Criciúma teve a decência de afirmar o óbvio: pênalti claríssimo!

Em seguida outro pênalti mais claro que o primeiro (que já fora escandaloso) sobre o Jorge Henrique e “sua senhoria” preferiu se acovardar e ignorar o óbvio. Mais uma vez o “narradorzinho” colocou o lance em dúvida e coube ao Criciúma dizer o que a imagem dizia: outro pênalti claro.

Veio o segundo tempo e o panorama mudou completamente. Não entendi a substituição de Bruno Gallo pelo Serginho… Por conta do cartão amarelo? Pois Serginho tratou de igualar as coisas logo no início.

Passamos a nos livrar da bola muito mais que trabalhá-la como fizemos no primeiro tempo. Madson continuava errando tudo. Serginho, idem. Julio dos Santos puxou mais ainda o freio de mão que o tornar lentíssimo. Andrezinho sumiu do jogo… Nos restava Nenê, que mais uma vez foi o melhor do Vasco em campo.

E ele poderia ter definido a partida, não fosse a burrice do Rafael Silva em lance que era mais fácil tocar do que chutar com a perna ruim.

Madson, para completar a manhã infeliz, consegue meter a mão na bola em uma cobrança de falta em que, na minha opinião, ele salta de dentro da área e cai fora da área. Agora se a bola bateu na mão dele dentro ou fora, é muito difícil dizer… Mas não para “sua senhoria” que marcou a penalidade máxima, e muito menos para o “narradorzinho” que categoricamente afirmou que foi dentro da área. Dessa vez, talvez envergonhado para não ter que mais uma vez contrariar o companheiro na narração, Paulinho Criciúma concordou.

Mas como dizia “titio” Mario Vianna, pênalti mal marcado não entra e o batedor do clube avaiano mandou a bola lá no Paraná!

Nesse momento acreditei que poderíamos ter um resultado espetacular, mas numa bobeira geral de nossa defesa, tomamos um gol e se não fosse nosso goleiro poderíamos até tomar a virada logo em seguida.

No fim mais um pontinho na conta. Uns preferem ressaltar que nossa reação continua, que afinal estamos já há 6 jogos sem perder, que de 18 pontos disputados, ganhamos 14.

Outros verão a coisa por outro lado, que esses dois pontinhos perdidos hoje farão falta, que tínhamos a obrigação de vencer, que foi um empate com sabor amargo de derrota, ainda mais porque terminada essa rodada, nossa distância para o primeiro clube fora do Z4 (Coritiba) aumentou de 5 para 6 pontos. Se tivéssemos vencido, no momento estaríamos a 3 pontos do próprio Avaí.

Eu acho que ambos estão corretos. Frente à nossa campanha anterior, estamos muito bem. Melhoramos muito e temos um time mais centrado e com algum padrão de jogo. O problema é que estamos com um passivo enorme para cuidar… E olhando a tabela, os próximos jogos são difíceis. Até aqueles que jogaremos em casa.

A começar pela Chapecoense que muitos contam como favas contadas e hoje goleou o Palmeiras e ainda está motivada pela campanha na Copa Sul-americana.

Nossa situação melhorou sem dúvida, mas o passivo ainda é grande e é preciso melhorar mais. E agora só faltam 9 jogos…

Eu realmente gostaria de saber que se passa na cabeça de determinados jogadores. Como pode um jogador que só está em campo por conta de um efeito suspensivo de uma condenação (injusta!) a quatro jogos por conta de uma expulsão, ser novamente expulso de maneira infantil?

É como se o presidiário que estivesse cumprindo uma condicional, ou que estivesse em regime semiaberto, cometesse novo crime.

Inacreditável!

Imagem: Eduardo Valente / Frame / Estadão Conteúdo.