Polissílabos

Fi guei re do. La ran jei ra.

Os Deuses do futebol não quiseram nos agraciar com uma vitória que seria merecida frente o Fluminense.

Tivemos um primeiro tempo modorrento de ambos os lados. Cano recebeu uma bola. Ela foi pra rede. E foi só.

No segundo tempo, quem cochilou fui eu. Acordei com a bola indo pra rede, em mais um gol inaceitável de bola parada. Ok, isso depende de treino, tempo de jogo, mas é dose… Ainda mais tomando gol daquele Fred.

Ai, no meio do segundo tempo, Cabo tira os inoperantes Carlinhos (o que faz no Vasco ainda?) e Bruno Gomes (ah, se jogasse a metade do que dá a parecer…) e coloca os polissílabos em campo.

Parecia uma tranfusão de sangue num moribundo. Nos últimos vinte minutos do jogo, o Vasco amassou o Fluminense e teve pelo menos três chances claríssimas de gol, paradas pela trave e por grandes defesas de Marcos Felipe. O time, que passou o tempo todo recuando bolas, como fez o brasileiro inteiro, passou a jogar pra frente, com o apoio dos dois laterais. A atuação desses dois, Laranjeira e Figueiredo, foi de encher os olhos. Incisivos, corajosos, objetivos.

Alias, parênteses: Aleluia! Temos dois laterais!

O final da partida de ontem mostrou que temos time suficiente para termos um anos de 2021 bem tranquilo. Só precisamos saber se o Cabo será efetivamente o general da banda.