Pax

bandeira vasco

Em sua fase mais calma desde o início do Brasileiro, o Vasco inicia – sem exasperação – o pouso na série A de 2015.

Faltam nove jogos. A matemática permite dizer que 12 pontos, preferencialmente em quatro vitórias, asseguram a Colina em seu devido lugar.

Por mais que os problemas administrativos existam – e não são poucos -, dentro de campo a coisa andou, especialmente após a chegada de Joel Santana a São Januário. Malandro, matreiro, fez a omelete com os ovos disponíveis, agregou. Aqui, talvez o melhor exemplo do que o Vasco precise em sua política interna: agregação.

Joel e seus comandados estão traçando o primeiro passo de uma longa caminhada.

Com o Vasco de volta ao cenário principal do futebol brasileiro, a seguir temos as eleições do clube.

Depois disso, será possível entender o que vem em 2015.

Uma coisa é certa: não repetir velhos erros do passado.

Outra: buscar, na medida do possível, a união das forças em vez do choque. Fazer da democracia algo mais do que utopia.

Talvez seja muito mais fácil falar do que fazer, mas a vida sem sonhos é a chatice, a obviedade, o agir por agir.

Voltar à primeira divisão é o começo. Estes nove jogos restantes darão o tom vascaíno para um longo e importante processo de reconstrução do clube e do time.

No campo, confirmar o esperado. Fora dele, os confortáveis ventos da mudanças. Filmes de guerra, canções de amor.

O mar esteve bravio. A nau vascaína, oscilante e duvidosa, chegou a preocupar. Agora, desliza tranquila em trilhas d’àgua.

Ainda há muito a fazer, mas as coisas se encaminharam.

Que 2015 chegue logo. E bem.

Melhor do que tudo agora.

Progredir é viver.

@pauloandel