Como pode um cidadão deixar de ver um lance cristalino a menos de cinco metros à sua frente? Não sei. Na minha opinião, não pode. Ponto. Mas há algo pior do que o “erro” do assitente do árbitro. É o comportamento vendido da imprensa, que busca legitimar qualquer coisa que se passe em campo.

Como jogador, Roberto foi inquestionável. Como presidente, justamente o contrário. Sairá, este ano, da história do clube levando algumas marcas absolutamente lamentáveis, como o fato de não ter conquistado (pelo menos até agora) nenhum Carioca e de ter participação ativa em um rebaixamento do clube, e passiva no outro.

Nas Olimpíadas, o Rio será a capital do mundo por meses. Estrangeiros do mundo inteiro têm de sair do Rio vestindo camisas do Vasco, apaixonados pela história do Vasco. É uma chance única de exposição do clube. Tenho certeza de que Nike, Umbro e Kappa já viram isso. Mas o Vasco, não.

Quantos impedimentos esquecidos? Tira teimas deslocados? Impedimentos mostrados fotogramas pra trás ou adiante, quando a bola já saiu do pé do jogador. Milésimos de segundo bastam pra subverter a verdade.

Foi de propósito que deixei para escrever no fim da tarde. Ontem eu programei um passeio com minha esposa. Após descobrir as carteiras de sócio do avô e do pai, datadas de 1946 e 1951, ela decidiu ir a São Januário pleitear o título de sócia proprietária, pois quer entrar de cabeça no clube.

Os sofismas utilizados para defender as ridículas e mal elaboradas demonstrações contábeis e econômicas do Vasco, o espúrio acordo que deu mais 60 dias para uma diretoria inoperante que conforme a Lei Pelé, deveria ter as contas publicadas em 30/04/2013, me lembraram do discurso de Leo Amery, parlamentar britânico, atacando o ex-premiê Neville Chamberlain na Casa dos Comuns.